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Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Porto anuncia revolução no trânsito para solucionar caos automóvel

Câmara paga estudo para projetar uma Via de Cintura Externa, transformar a VCI numa via urbana e enterrar o tráfego na avenida AEP.

18 de maio de 2026 às 01:30

Uma Via de Cintura Externa (VCE) a construir entre a VCI e a Circular Regional Exterior do Porto (CREP), um túnel entre a ponte da Arrábida e a avenida AEP, e o soterramento do trânsito na avenida AEP permitindo a criação de uma área pedonal e arborizada à superfície. É esta a revolução no tráfego que o município do Porto pretende implementar a médio prazo, com aval do Governo dado na última semana pelo primeiro-ministro.

Os estudos para o projeto da futura VCE - a apresentar em cerca de um ano - serão custeados pela câmara. O presidente Pedro Duarte fala num "projeto transformador que não é visto há décadas nesta região". O objetivo primordial é resolver o "nó górdio" de Francos.

A ideia de 'enterrar' a avenida AEP e criar um distrito económico empresarial na zona industrial - transformando-a num centro tecnológico e com lugar para um novo parque habitacional - foram apresentadas, em campanha eleitoral, pelo candidato Nuno Cardoso e agora cedidas à autarquia. Previa um investimento de 70 milhões de euros.

Será entretanto avaliada a possibilidade de cobrir troços da VCI, com base num estudo apresentado em julho de 2025 pela Universidade do Porto, ainda que não exista base orçamental. Era então sugerida a construção de coberturas ajardinadas sobre as rodovias, criando ligações pedonais e cicláveis, para atenuar a fragmentação urbana causada pela VCI. Já medidas "graduais" para fazer daquela uma via urbana incluem a redução da velocidade máxima ou soluções de transporte público.

Estas ideias foram já discutidas na reunião do executivo da Câmara do Porto. Manuel Pizarro (PS) questionou se a expansão do Metro do Porto deixou de ser prioritária. Miguel Corte-Real (Chega) pediu a calendarização das medidas para evitar falsas expectativas. Já a CDU critica a ausência de discussão autárquica antes dos anúncios e fala em "propaganda". Pedro Duarte garante que, para já, nada está fechado. "Vamos ver qual a melhor solução técnica", afirmou.

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