Evento vai contar com fogo de artifício e um espetáculo multimédia na Praça da República e com dois palcos com música, um deles no Rossio do Palácio de Cristal e outro na Avenida dos Aliados.
O município do Porto vai repetir para a passagem de ano a fórmula do São João, espalhando as festividades pela cidade, devido às obras do metro que atualmente decorrem no centro, disse esta quinta-feira o presidente da câmara.
"A cidade vive, neste momento, um conjunto de constrangimentos fruto das obras que estão a decorrer, e por isso mesmo nós vamos fazer a mesma coisa que fizemos, com sucesso, no São João", ao "espalhar as atividades por vários pontos da cidade", disse esta quinta-feira aos jornalistas o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.
Falando no Centro de Gestão Integrada (CGI) do município, durante a apresentação do Plano de Segurança e Mobilidade da passagem de ano, o autarca independente assinalou que, desta forma, se evitam "grandes concentrações" de pessoas.
"Nós vamos ter o fogo de artifício e um espetáculo multimédia na Praça da República e vamos depois ter dois palcos, com música e também com todas as condições, um deles no Rossio do Palácio de Cristal e outro na Avenida dos Aliados", detalhou.
De acordo com a vereadora Catarina Araújo, o fogo de artifício da Praça da República terá uma duração de oito minutos, com um custo de 40 mil euros, incluindo a animação a cargo do humorista Francisco Menezes.
Para acomodar as pessoas esperadas ao evento, para já não quantificadas pela autarquia, foram instaladas mais de 100 casas de banho públicas em todos os locais, havendo também lugares especiais para pessoas com mobilidade reduzida.
O acesso ao recinto da Avenida dos Aliados estará condicionado por revistas que permitirão a passagem das tradicionais garrafas de champanhe, segundo o comandante metropolitano da PSP do Porto, Neto Gouveia, mas outras garrafas potencialmente mais perigosas não passarão.
O reponsável da PSP apelou a que as pessoas se desloquem para o centro do Porto através de transportes públicos, já que a concentração de automóveis dificulta acessos, inclusive em casos de emergência.
Rui Moreira disse ainda que não está previsto um agravamento do estado do tempo, uma circunstância que levou ao cancelamento das festas no ano passado.
As festas vão obrigar ao corte de várias vias da cidade, com a Praça da República a ficar fechada ao trânsito das 21h00 de domingo (31 de dezembro) até à 01h30 de segunda-feira (1 de janeiro), e na Avenida dos Aliados, das 21h00 de dia 31 às 07h00 de 1 de janeiro, toda a avenida e arruamentos circundantes estarão condicionados, segundo o vereador do Urbanismo, Pedro Baganha.
Ainda durante a madrugada, às 00h30, começam as operações de limpeza, com 70 trabalhadores durante a noite e 80 trabalhadores a partir das 06:00 do primeiro dia de 2024, segundo o vice-presidente do município, Filipe Araújo.
A Metro do Porto e a STCP vão reforçar o serviço na passagem de ano, sendo que o metro circulará durante toda a noite, com exceção da linha Violeta e da estação dos Aliados, que estará encerrada por motivos de segurança.
Na STCP, "ao serviço noturno habitual [37 linhas] junta-se a antecipação da Rede de Madrugada [exceto linha 9M], com o quádruplo da oferta habitual e, em média, com viagens a cada 15 minutos".
Na passagem de ano do Porto, os programas culturais e de entretenimento contam, nos Aliados, a partir das 22h30, com o projeto We Trust, de André Tentugal, às 00h10 sobe ao palco Richie Campbell, e as festividades terminam com uma atuação ao vivo de Zinko.
No Palácio de Cristal, também às 22h30, a noite inicia-se com uma atuação de Carolina Deslandes e, logo após a meia-noite, sobe a palco Jimmy P.
Nos dois palcos, o coletivo OCUBO apresenta um espetáculo multimédia, intitulado "Porto Amado", que, a partir das 23h50, servirá de contagem decrescente para a entrada no novo ano.
No primeiro dia do ano, a cidade mantém a tradição com a Banda Sinfónica Portuguesa a apresentar, a partir das 16h00, o Concerto de Ano Novo, nos Aliados.
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