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Pradarias marinhas e zonas húmidas absorvem 25% das emissões anuais de CO2 da Península Ibérica

Estudo concluiu que estes ecossistemas continuam a aumentar os seus "stocks" de carbono a uma taxa média de 0,15 milhões de toneladas de CO2 por ano.

15 de maio de 2026 às 19:36

As pradarias marinhas e as zonas húmidas costeiras de Espanha e Portugal poderão armazenar um quarto das emissões anuais de dióxido de carbono dos dois países, indica um estudo hoje divulgado.

Aqueles ecossistemas armazenam aproximadamente 95 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2), o equivalente a cerca de 25% das emissões anuais combinadas dos dois países em 2022, indica o estudo, liderado por investigadores do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) de Espanha e divulgado pela Agência EFE, .

Publicado na revista "Marine Pollution Bulletin'" o estudo conclui que a conservação de pradarias marinhas e zonas húmidas costeiras deve ser uma prioridade nas estratégias climáticas, tanto para evitar que o carbono regresse à atmosfera como para manter a sua função de sumidouros ativos.

O estudo, promovido pelo Grupo Espanhol de Peritos em Ecossistemas de Carbono Azul (G3ECA) e coordenado pelo Centro de Estudos Avançados de Blanes (CEAB-CSIC), constitui o primeiro inventário conjunto do carbono armazenado em pradarias marinhas e zonas húmidas de Espanha e Portugal, incluindo as ilhas espanholas.

Analisando até 1.976 quilómetros quadrados de ecossistemas costeiros, o estudo contabiliza tanto o carbono retido na vegetação como o acumulado nos sedimentos marinhos e costeiros, onde pode permanecer armazenado durante séculos.

"Este trabalho permite avaliar, pela primeira vez em conjunto, o papel climático destes ecossistemas em Espanha e em Portugal e realça a necessidade urgente de reforçar a sua conservação e restauro", dizem os autores principais do estudo, Nerea Piñeiro-Juncal e Miguel Ángel Mateo.

O estudo concluiu que estes ecossistemas continuam a aumentar os seus "stocks" de carbono a uma taxa média de 0,15 milhões de toneladas de CO2 por ano.

Os investigadores estimam que a perda de área registada durante o último século possa ter libertado entre 11 e 27 milhões de toneladas de CO2, e alertam que, se a deterioração se mantiver, poderão ser emitidas mais 1,3 a 5,6 milhões de toneladas adicionais nos próximos 30 anos.

Entre os ecossistemas analisados, destacam-se os prados de "posidonia oceânica". Esta espécie, endémica do Mediterrâneo, é capaz de armazenar grandes quantidades de carbono durante milénios, sendo a sua recuperação particularmente lenta quando degradada.

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