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Correio da Manhã

Sociedade
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Praia fluvial cobra entradas ilegais quando calha

Verba para entrar em praia de Castro Daire não é permitida.
Joana de Sales 1 de Setembro de 2015 às 18:37
À entrada do estacionamento, os banhista são avisados de que a frequência da praia pode ser paga
À entrada do estacionamento, os banhista são avisados de que a frequência da praia pode ser paga FOTO: D.R.
O Grupo Desportivo e Recreativo da Folgosa, que detém a propriedade onde se encontra a praia fluvial da Folgosa, no concelho de Castro Daire, cobra ilegal e arbitrariamente uma entrada para utilização do espaço.

A denúncia da situação chegou ao Correio da Manhã através de um casal que visitou o local e que estranhou não só o letreiro - onde se lê, como mostra a foto, "Acesso por vezes pago" - mas também o facto de ser pedido 1 euro a determinados banhistas para frequentarem a praia.

Ilegal e sem recibo
O alegado pagamento é de tal forma arbitrário que acontece num pórtico que "tanto tem gente a cobrar como não tem", avançou um dos elementos do casal, que acrescentou: "não é sequer passado qualquer recibo a quem paga".

Pedro Moura, da Agência Portuguesa do Ambiente do Norte, disse desconhecer a situação e explicou ao CM que esta prática "é ilegal, pois a água é pública, embora as margens do rio sejam privadas e possam estar sujeitas a pagamento". No entanto, no caso da Praia da Folgosa, o responsável sublinhou que "a questão principal é que se trata de um espaço designado por organismos estatais e, logo, é de acesso livre".

A mesma fonte refere que "apenas o pagamento de serviços como, por exemplo, estacionamento ou instalações de higiene, pode ser cobrado".

"É para manutenção"
Contactado pelo CM, O tesoureiro do grupo da Folgosa, Vítor Paiva, confirma que "a entrada é cobrada, mas ocasionalmente em alguns domingos" e, acrescenta, "apenas para manutenção do espaço".

Quando questionado sobre o lucro, o membro do grupo desportivo garantiu que a cobrança totaliza "entre 200 a 300 euros por ano", vincando, no entanto, que "os gastos com o local chegam aos dez mil euros por ano também".

"Não vamos atrás de ninguém"
Vitor Paiva refere ainda que caso as pessoas estejam no rio mas tenham entrado por outro lado a entrada não é cobrada, visto que o rio é público: "não vamos atrás de ninguém".
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