Declarações do diretor-executivo do SNS, que foi esta quarta-feira ouvido no Parlamento.
O diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Álvaro Santos Almeida, disse esta quarta-feira que na altura do apagão do ano passado praticamente nenhum hospital teria combustível para três dias de energia.
O responsável foi ouvido na comissão parlamentar de Ambiente e Energia num grupo de trabalho sobre o apagão de 28 de abril de 2025, quando então foi notícia as dificuldades de alguns hospitais em manterem-se em funcionamento por falta de combustível para os geradores.
O responsável explicou que nesse dia tudo correu bem, disse que de facto as instituições tinham pouco combustível mas que conseguiram fornecer-se localmente e que isso só não aconteceu na região de Lisboa.
Agora, disse, quando falhou a energia na região de Leiria, quando das tempestades de janeiro, "o SNS estava preparadíssimo para responder a essa necessidade".
"Se houve algo de positivo que resultou do apagão foi precisamente chamar-nos a atenção para algumas vulnerabilidades, que foram corrigidas", afirmou Álvaro Santos Almeida, que não concretizou, nomeadamente sobre se todos os hospitais do país estão hoje com autonomia para pelo menos 72 horas, no caso de um apagão de três dias.
Atualmente, disse, a fragilidade maior é nas comunicações, que foram um problema quando do apagão e também o foram agora em janeiro. O responsável explicou que um grupo de trabalho já apresentou ao Governo um plano para um centro de comunicações alternativo para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Na intervenção no parlamento, o diretor-executivo recordou que no dia do apagão a maior parte das unidades de saúde conseguiu abastecer-se de combustível para os geradores e que em Lisboa subsistiram problemas, nomeadamente em S. José, Capuchos e Maternidade Alfredo da Costa.
Depois de perguntas muito concretas dos deputados Paulo Moniz (PSD), Raul Melo (Chega), Pedro Vaz (PS) e Jorge Pinto (Livre), algumas não esclarecidas, Álvaro Santos Almeida explicou melhor os acontecimentos de abril do ano passado, quando a Proteção Civil avisou que o restabelecimento da energia poderia demorar 72 horas, um tempo para o qual as unidades não estavam preparadas.
A meio da tarde desse dia a direção do SNS alertou para a falta de combustível em algumas unidades de Lisboa e pelas 20h00 a Maternidade Alfredo da Costa e o Hospital dos Capuchos estavam a ser abastecidos com um camião cisterna.
Nalgumas unidades havia então autonomia para cinco horas mas isso "foi revisto", disse, sem especificar.
O responsável afirmou ainda que atualmente também os geradores são testados regularmente.
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