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Presidente da Câmara do Porto alerta para cheias possíveis a partir das 18h00

Pedro Duarte pede que a população esteja em alerta nas zonas da Ribeira e Miragaia, na margem do rio Douro.

06 de fevereiro de 2026 às 12:50

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, pediu esta sexta-feira à população para estar alerta para a probabilidade de cheias a partir das 18:00 nas zonas da Ribeira e Miragaia, na margem do rio Douro.

"O problema é a questão das cheias. É muito importante que a população esteja alerta. Esteja a acompanhar a situação e possa reagir com a calma que se impõe, mas com resposta pronta", declarou Pedro Duarte, ao final desta manhã, na zona de Miragaia, uma das mais afetadas esta madrugada pela subida do Rio Douro que galgou as margens e inundou alguns estabelecimentos comerciais.

O presidente da Câmara do Porto deslocou-se a Miragaia para também avisar a população que todo o efetivo está em alerta para apoiar a população.

"A população pode contar com o apoio de toda a Proteção Civil", disse o autarca, referindo que há "cerca de cinco dezenas de operacionais em permanência".

"Estamos agora [12:00] numa fase mais serena do que tivemos na última madrugada e, de facto, as previsões que temos presentes mostram que no final da tarde, por volta das 18:00, é natural que a circunstância volte a ser mais complexa".

O presidente da Câmara do Porto explicou que, com os dados que tinha até por volta das 12:00, não se previam alterações ao que foi registado durante a madrugada de hoje.

"Não prevemos que seja diferente daquilo que tivemos já nesta madrugada. Será em linha com aquilo que aconteceu e, portanto, vamos continuar a reagir da mesma forma, o que tem permitido controlar a situação dentro de uma circunstância que é desfavorável".

Segundo explicou o autarca Pedro Duarte, foram "retirados bens nos estabelecimentos de comércio e serviços preventivamente", um facto que acabou por "ajudar bastante para que os estragos sejam muito mais reduzidos do que seriam noutra circunstância".

"Tem havido um esforço muito grande por todos os serviços, desde há vários dias, de uma proximidade porta a porta, junto dos comerciantes, junto dos residentes para que um conjunto de medidas preventivas de precaução e de autoproteção fossem tomadas e, felizmente, têm vindo a ser seguidas. E é isso que nos permite dizer hoje que não tem havido estragos particularmente complexos na cidade e que a situação, dentro da gravidade que existe, é uma situação que está controlada".

O coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil, Ricardo Pereira, adiantou à Lusa, no local, que houve inundações em estabelecimentos em Miragaia e na Ribeira, mas explicou que "bens como arcas frigoríficas e mobiliário" de estabelecimentos comerciais e restauração já tinham sido previamente recolhidos.

As zonas mais afetadas na cidade do Porto foram Miragaia e Ribeira. Na outra margem, do lado de Vila Nova de Gaia, os comerciantes com estabelecimentos perto do Dourto também se queixaram de inundações.

"Estamos a monitorizar toda a situação. Estamos a acompanhar segundo a segundo, mas neste momento não temos nenhuma situação complexa na cidade. O Porto não tem sido fustigado por ventos que, infelizmente, outras zonas do país têm tido", declarou Pedro Duarte.

O rio Douro transbordou hoje de madrugada para as margens do Porto e de Nova de Gaia.

Portugal está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo, com chuva persistente e por vezes forte.

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