Exercício pretendeu testar a resposta conjunta e integrada do Sistema Nacional de Proteção Civil e da União Europeia num cenário de incêndio rural de grande dimensão.
O comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) disse esta quinta-feira à agência Lusa que o exercício europeu testou os limites dos profissionais e do sistema para revelar as fragilidades existentes.
"Pela positiva: a organização conseguiu trazer um realismo muito grande ao exercício. É unânime por todas as equipas que os cenários que foram construídos foram de um realismo muito grande. Levámos as equipas ao limite e isso foi extremamente positivo", defendeu o comandante nacional da ANEPC.
Mário Silvestre disse à agência Lusa que isso obrigou os participantes "a gerirem o esforço" uma vez que os módulos (conjunto de pessoas e veículos de cada organização) "trabalharam durante mais de 48 horas sem parar e tiveram de gerir toda a sua equipa e staff".
"Os módulos são autónomos, não têm apoio do ponto de vista logístico, de ninguém, têm que gerir a sua capacidade e n+os stressámos o sistema todo levando esses módulos ao limite e é unânime que o exercício foi muito bem conseguido", realçou.
Com este stress no sistema, acrescentou, é possível "perceber onde estão as fragilidades" e onde "é que é preciso melhorar e quais as oportunidades de melhoria, o que é que se pode fazer melhor, em que é que se pode intervir para num cenário real trabalhar melhor".
"Temos coisas a melhorar, se fizéssemos o exercício agora? Obviamente que sim. Havia coisas que íamos fazer de maneira diferente, mas a maneira como se conseguiu montar o exercício foi extremamente positiva", vincou o comandante, Mário Silvestre.
Neste exercício europeu de proteção civil, denominado de PT EU MODEX 2026, que decorreu entre 05 e 07 de maio no Município de Viseu, o comandante nacional disse que foram testadas "as capacidades de comando em controle, dos meios aéreos, da evacuação das populações no âmbito do programa Aldeia Segura, Pessoas Seguras".
"Fizemos um exercício a pensar na nossa realidade e na nossa realidade de pedirmos, ajuda um mecanismo europeu" e neste contexto disse que foram testados "todos os procedimentos de pedido de ajuda" assim como a "integração das equipas europeias" com os mecanismos usados em Portugal.
Um teste que foi passado "com êxito, numa estratégia de 'win-win'" (tradução livre: os dois lados ganham), quer a Proteção Civil portuguesa, como os países participantes e a comunidade civil que também participou em alguns exercícios.
"Precisamos de ganhar, enquanto Europa, esta interoperabilidade em todos os países ou seja, colocar todos os países a trabalhar da mesma forma, da mesma maneira, com os mesmos métodos e conhecermos é extremamente importante e útil", resumiu Mário Silvestre que assumiu ser "um exercício a repetir no país", em Portugal.
Uma interoperabilidade que o presidente da ANEPC, José Manuel Moura, defendeu à agência Lusa como sendo um "dos grandes objetivos", uma vez que "não se via há 10 ou 15 anos" e isso via-se "até no equipamento que não se conjugava" entre os profissionais dos diferentes países e isso "hoje não é assim".
No entender deste responsável, Portugal, "infelizmente, tem sido um cliente muito ativo" do sistema europeu de proteção civil, uma vez que "já foi ativado 16 vezes em 20 e poucos anos" de existência.
O comandante do Comando Sub-regional Viseu Dão Lafões da Proteção Civil, Miguel Ângelo David, anfitrião do exercício realçou à agência Lusa "os métodos de trabalho partilhados" entre os diversos módulos que envolveu mais de 700 operacionais de Chipre, Chéquia, Espanha, França, Polónia e Portugal.
"Não fizemos um exercício para circulação de meios. Foi sobre procedimentos, aspetos de segurança, interoperabilidade, autossuficiência, possibilidade de partilha de equipamentos e de trabalho conjunto", resumiu.
No decorrer do exercício aconteceram "situações reais, dentro das simuladas, que deram oportunidade aos módulos de testar os seus conhecimentos e as equipas médicas, as forças de segurança e todos os profissionais mostraram ser capazes".
"A proteção civil somos todos nós e só conseguiremos ter sucesso se a população estiver connosco. É importante que possamos chamar a população ao processo, assim como a comunicação social que tem um papel importantíssimo junto das pessoas e isso faz toda a diferença em cenário real", afirmou Miguel David.
O exercício pretendeu testar a resposta conjunta e integrada do Sistema Nacional de Proteção Civil e da União Europeia num cenário de incêndio rural de grande dimensão, com origem na localidade de Maeira, freguesia de Barreiros e Cepões, Viseu, afetando extensas áreas florestais e diversos aglomerados populacionais em cinco freguesias.
Organizado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em parceria com o consórcio CN APELL, no âmbito do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia.
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