Meios necessários estão posicionados no terreno e a evolução será reavaliada nas próximas horas.
Veja como é e onde fica o dique do Mondego em risco de colapso
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O comandante nacional da Proteção Civil assegurou hoje que está a ser "monitorizada" a situação de rotura de um dique na margem direita do rio Mondego, em Coimbra, e que não há até ao momento "impactos significativos em povoações".
"A água está a sair para a zona dos campos que ficam situados naquela zona, de momento sem impactos significativos, continuamos obviamente a monitorizar a situação e a acompanhar e temos todos os recursos disponíveis para fazer face a esta situação", afirmou Mário Silvestre.
O comandante, que falava numa conferência de imprensa para fazer um ponto de situação das cheias no país realizada na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) em Carnaxide, Oeiras, referiu que a rotura ocorreu pelas 18:00, na zona de Casais, junto ao viaduto da autoestrada 1 (A1), na margem direita do Mondego.
"Em virtude do potencial comprometimento dos pilares da A1 que passa naquela zona procedeu-se ao corte da A1 nos dois sentidos e, portanto, haverá um desvio de trânsito para que se evite a passagem de veículos naquela infraestrutura", explicou.
Mário Silvestre referiu ainda que os meios necessários estão posicionados no terreno e que a evolução será reavaliada nas próximas horas, admitindo que, "no limite", poderão ser retiradas mais populações caso se justifique.
"Isto não é matemática e, portanto, não conseguimos definir exatamente como. O que vamos fazer é continuar a acompanhar em permanência a situação", salientou.
Ainda segundo o responsável, durante a noite de terça-feira e a manhã de hoje, na região de Coimbra, foi feita a evacuação preventiva das zonas ribeirinhas das margens esquerda e direita do Mondego.
"O risco de arrebentamento nunca será zero, como é óbvio, atendendo àquilo que dissemos anteriormente pelo quadro meteorológico previsto e pelas grandes descargas e afluências que estão a existir nesse rio", apontou.
A margem direita do Rio Mondego, nos Casais, Coimbra, rebentou hoje à tarde, junto ao viaduto da autoestrada 1 (A1), disse à agência Lusa o presidente da Associação de Agricultores do Vale do Mondego.
João Grilo, que tem uma propriedade agrícola perto do local, estava a vistoriar as margens quando aquela parte do canal principal do Mondego rebentou, pelas 17:45.
Fonte da Proteção Civil confirmou à Lusa que ocorreu uma rutura do dique em Casais, na margem direita do Mondego, junto da ponte da autoestrada, ao quilómetros 191.
De acordo com este empresário agrícola, há o perigo de haver um novo rebentamento também na margem direita, junto ao Centro Hípico de Coimbra, mais a montante.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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