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PS acusa ministro de responsabilizar professores e exige plano de contingência até sexta-feira

Marcos Perestrello afirmou que Montenegro e o ministro da Educação estão a responsabilizar os professores "pelo caos que o Governo lançou sobre a classificação dos exames de acesso ao ensino superior".

16 de julho de 2026 às 12:43

O deputado do PS Marcos Perestrello acusou esta quinta-feira o ministro da Educação de responsabilizar os professores pelo "caos que o Governo lançou sobre a classificação dos exames" e exigiu ao executivo que apresente um plano de contingência até sexta-feira.

O dirigente socialista falava aos jornalistas no Parlamento em reação às declarações desta quinta-feira de manhã do ministro da Educação, Fernando Alexandre, que disse faltarem professores para classificar os exames nacionais de algumas disciplinas e admitiu que as pautas dos exames nacionais do ensino secundário poderão não ser afixadas na sexta-feira, conforme previsto, se ainda houver provas por classificar.

Marcos Perestrello afirmou que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o ministro da Educação, nas declarações desta quinta-feira, estão a responsabilizar os professores "pelo caos que o Governo lançou sobre a classificação dos exames de acesso ao ensino superior".

"A responsabilidade não é dos professores. Ao contrário do que disse hoje o ministro da Educação, há vários professores a afirmarem publicamente que não foram chamados a classificar exames. A ideia de que há falta de professores para classificar exames, que os professores não se oferecem para classificar exames, estão indisponíveis para o fazer, é uma ideia que é contrariada e negada pelos professores", considerou.

O dirigente do PS disse que se esperava que Fernando Alexandre apresentasse "um plano de contingência para resolver o problema", o que não aconteceu, e frisou que sexta-feira "será um dia decisivo", insistindo na necessidade de se apresentar soluções.

"Amanhã [sexta-feira] será um dia decisivo. E confrontado, novamente, com a incapacidade de resolver o problema, o Governo terá que, definitivamente, apresentar o plano de contingência para o fazer", afirmou.

Marcos Perestrello considerou que o Governo tem sido insensível e incapaz de "dar um sinal de esperança de que o problema será resolvido atempadamente e de forma satisfatória", afirmando que os socialistas "tudo farão para pressionar e forçar o Governo a encontrar uma solução para o problema que o próprio criou".

O também vice-presidente da Assembleia da República reiterou que o executivo é o culpado pelos problemas das últimas semanas, argumentando que estes foram "lançados pela leviandade" com que o Governo "desmantelou as estruturas do Ministério da Educação, reduzindo-as à metade".

O deputado respondeu também à garantia deixada pelo primeiro-ministro de que vai "continuar a arriscar", argumentando que Luís Montenegro "não pode fazê-lo pondo em casa e jogando com a vida dos portugueses em momentos chave e fundamentais para o futuro dos jovens".

Sobre se o ministro tem condições para continuar no cargo, o socialista afirmou que o Ministério da Educação neste momento tem que "apresentar uma solução para o problema", argumentando que "seria muito original, no meio desta tempestade, ver o ministro ir embora sem resolver o problema".

Marcos Perestrello considerou também "muito prematuro" falar de uma comissão parlamentar de inquérito, como já propôs o BE, afirmando que esta comissão serve para apurar responsabilidades, mas "neste momento não resolve problema absolutamente nenhum".

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