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Sociedade de Pneumologia defende rastreios à tuberculose de migrantes nas fronteiras

Posição é defendida depois de a Direção-Geral da Saúde ter revelado que quase 40% dos 1584 casos da doença em 2024 ocorreram entre esta população.

25 de março de 2026 às 15:54

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) pediu a realização de rastreios à tuberculose a “migrantes de países de alta incidência, logo à chegada ao nosso país”. Esta posição é defendida depois de a Direção-Geral da Saúde (DGS) ter revelado que quase 40% dos 1584 casos da doença em 2024 ocorreram entre esta população. As médicas da SPP Joana Barbosa e Carina Rôlo Silvestre advogam ainda uma “articulação com embaixadas e centros de apoio aos migrantes”, bem como medidas socioeconómicas de “melhoria das condições de vida da população com redução da sobrelotação habitacional, melhoria da ventilação nos locais fechados e medidas de combate à pobreza e exclusão social”.

Para Joana Barbosa e Carina Rôlo Silvestre, da SPP, "a identificação precoce é fundamental e essencial para proteger a comunidade, sobretudo nas populações de risco (como migrantes, em particular, os provenientes de países onde a tuberculose é altamente endémica, indivíduos com infeção VIH, situação de sem-abrigo, dependência e outras doenças crónicas)”. Para isso, é importante conhecer os sintomas mais comuns da doença, entre os quais se incluem tosse persistente, expetoração, febre, suores noturnos e perda de peso.

Os 1584 casos de tuberculose em 2024 em Portugal foi o número mais baixo de sempre, segundo a DGS, mas a SPP alerta que continua a ser uma das principais doenças infecciosas no mundo, afetando cerca de 10,7 milhões de pessoas.

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