Troca de peças é o motivo apontado pelo presidente da Irmandade dos Clérigos.
O relógio da Torre dos Clérigos está parado "há alguns dias" e aguarda pela "troca de uma peça que terá de ser feita à medida para voltar a funcionar", revelou esta terça-feira à Lusa o presidente da Irmandade dos Clérigos.
O relógio está parado nas 11:35, confirmou o padre Manuel Fernando, que revelou tratar-se de "uma falha no sistema", que ainda "não foi possível reparar devido à quadra festiva" da Páscoa.
Em janeiro de 2024, durante vários dias, o relógio esteve atrasado 40 minutos, após um turista ter danificado um dos veios mecânicos, relatou na altura à Lusa o diretor executivo da irmandade, António Tavares.
Esta terça-feira, Manuel Fernando recuperou esse episódio para afirmar que o relógio "precisa de uma peça nova e que, por o sistema ser antigo, esta tem de ser feita à medida".
Sem desvendar o montante do investimento necessário, o presidente da irmandade admitiu que será "um bocado dispendioso", expressando o desejo de que "nos próximos dias" o relógio esteja a trabalhar normalmente.
A Irmandade dos Clérigos é uma instituição solidária, responsável pela gestão do conjunto arquitetónico Clérigos (Igreja e a Torre), classificado Monumento Nacional desde 1910 e considerado ex-líbris do Porto.
A Igreja e a Torre, desenhadas pelo arquiteto Nicolau Nasoni, são a casa da Irmandade dos Clérigos desde 28 de março de 1748.
A Torre dos Clérigos tem 76 metros de altura que podem ser subidos pelos visitantes através de uma escada em espiral com 240 degraus.
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