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Rio Minho transbordou e chegou às termas novas de Monção

Comandante dos Bombeiros Voluntários explicou que desde o leito do rio, as águas avançaram mais de 100 metros.

06 de fevereiro de 2026 às 11:12

O rio Minho transbordou na madrugada de esta sexta-feira e chegou ao muro das termas novas de Monção, tendo inundado, entre outras zonas, o parque infantil, o exterior da piscina municipal e o estacionamento do parque das Caldas.

Contactado pela agência Lusa, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Monção, José Passos, explicou que desde o leito do rio, as águas avançaram mais de 100 metros, chegando a inundar o rés do chão das termas velhas.

A preocupação dos bombeiros é a água que está na cave das termas novas, onde se encontram as bombas do edifício.

"Estamos a tentar resolver a situação, mas contra a forma da natureza não é fácil. Era uma ajuda se as descargas da barragem de Frieira, na Galiza, diminuíssem", afirmou.

José Passos referiu que às 07:00 a barragem estava a debitar 3.000 metros cúbicos de água por segundo.

À Lusa, o capitão do porto de Caminha, Fernando Pereira, adiantou que foram ainda registadas inundações de algumas vias públicas em Valença e Vila Nova de Cerveira e, Caminha, na zona de Vilar de Mouros, com o transbordo do rio Coura.

Durante a madrugada, com a preia-mar, à água do mar atingiu o limite da praia de Moledo.

O comandante da Polícia Marítima (PM) adiantou que "as zonas atingidas estão identificadas pelos serviços municipais de proteção civil e, em coordenação com outros serviços e com a capitania, têm sido minimizados os impactos do mau tempo.

No vale do Lima, o nível das águas do rio Lima mantém-se inalterado desde quinta-feira.

Portugal está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo, com chuva persistente e por vezes forte.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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