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Correio da Manhã

Sociedade
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Segurança ameaçada por “novos conflitos”, avisa Papa

Santo Padre denunciou sofrimento das crianças durante a sua mensagem de Natal.
Cláudia Machado 26 de Dezembro de 2017 às 08:39
Papa Francisco focou a sua mensagem de Natal nas crianças desprotegidas, expostas aos riscos das guerras
Papa Francisco focou a sua mensagem de Natal nas crianças desprotegidas, expostas aos riscos das guerras
Papa Francisco focou a sua mensagem de Natal nas crianças desprotegidas, expostas aos riscos das guerras
Papa Francisco focou a sua mensagem de Natal nas crianças desprotegidas, expostas aos riscos das guerras
Papa Francisco focou a sua mensagem de Natal nas crianças desprotegidas, expostas aos riscos das guerras
Papa Francisco focou a sua mensagem de Natal nas crianças desprotegidas, expostas aos riscos das guerras
Papa Francisco focou a sua mensagem de Natal nas crianças desprotegidas, expostas aos riscos das guerras
Papa Francisco focou a sua mensagem de Natal nas crianças desprotegidas, expostas aos riscos das guerras
Papa Francisco focou a sua mensagem de Natal nas crianças desprotegidas, expostas aos riscos das guerras
O Papa Francisco usou ontem a sua mensagem de Natal - proferida na varanda da Basílica de São Pedro, no Vaticano, perante milhões de fiéis que acompanharam a sua transmissão em direto um pouco por todo o Mundo - para denunciar o sofrimento das crianças que são vítimas da violência e das guerras.

"Vemos Jesus nas crianças de todo o Mundo, onde a Paz e a segurança se encontram ameaçadas pelo perigo de tensões e novos conflitos", lamentou.

"Hoje, enquanto sopram no Mundo ventos de guerra e um modelo de progresso já ultrapassado continua a produzir degradação humana, social e ambiental, o Natal lembra-nos o sinal do Menino, convidando- –nos a reconhecê-lo no rosto das crianças", afirmou Francisco, que abordou o ambiente de conflito e tensão vivido no Médio Oriente e entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. O Papa não esqueceu as crianças do Iraque e do Iémen, "onde perdura um conflito em grande parte esquecido, mas com profundas implicações humanitárias sobre a população".

O Sumo Pontífice invocou ainda os mais frágeis, expostos à incerteza e a perigos na Venezuela, no Sudão do Sul, na Somália, na República Democrática do Congo e na Centro-Africana, tal como na Nigéria e no leste da Ucrânia.

Francisco lembrou os fiéis de todas as crianças cujos pais não têm emprego e das que são vítimas de trabalho infantil, assim como das crianças alistadas como soldados "por mercenários sem escrúpulos".

"Vemos Jesus nas inúmeras crianças constrangidas a deixar o seu país, viajando sozinhas em condições desumanas, presa fácil dos traficantes de seres humanos. Através dos seus olhos, vemos o drama de tantos migrantes forçados, que chegam a pôr a vida em risco, enfrentando viagens extenuantes que por vezes acabam em tragédia.

Papa pede esforços para criação de mundo "mais digno"
"Como a Virgem Maria e São José, como os pastores de Belém, acolhamos no Menino Jesus o amor de Deus feito homem por nós e comprometamo-nos, com a sua graça, a tornar o nosso Mundo mais humano, mais digno das crianças de hoje e de amanhã", disse ontem o Papa Francisco, na intervenção que antecedeu a bênção solene ‘urbi et orbi’, destinada à cidade (de Roma) e ao Mundo. "Que o nascimento de Cristo Salvador renove os corações, suscite o desejo de construir um futuro mais fraterno e solidário, conceda alegria e esperança a todos", concluiu.

Cardeal-Patriarca apelou ao fim do consumismo
Na Sé de Lisboa, o Cardeal-Patriarca de Lisboa apelou ao fim do consumismo. "Este dia é santo demais para o reduzirmos a esterilidades ou consumos. Sejamos Natal, como Deus nasceu no Mundo, e façamos o Natal como o Mundo espera", diz D. Manuel Clemente.

Foco no essencial
"Alegremo-nos, façamos a festa mas não percamos o essencial", disse ontem o reitor do Santuário de Fátima, o padre Carlos Cabecinhas.

Ajudar quem precisa
O bispo da Diocese do Funchal, D. António Carrilho, lembrou que embora tudo "convide à festa" nesta quadra, é também uma altura de "serviço fraterno, atento a quem mais precisa".

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