Trabalhadores vão decidir se aceitam a proposta final da administração da empresa ou avançam para a anunciada greve de setembro.
Trabalhadores da Carris realizam na quarta-feira um plenário geral, entre as 11:00 e as 15:00, com possíveis perturbações do serviço, para decidir se aceitam a proposta final da administração da empresa ou avançam para a anunciada greve de setembro.
De acordo com um comunicado do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP -- Fectrans), a proposta que o conselho de administração da Carris já considera final, para encerramento do processo negocial de 2025, tem uma "evolução registada" após o último plenário geral.
No seu 'site', a transportadora lisboeta refere que podem "ocorrer algumas perturbações no serviço regular de transporte de passageiros", na sequência o plenário.
"A Carris fará todos os esforços com vista a minorar os inconvenientes de eventuais perturbações parciais do serviço e agradece a compreensão dos clientes", lê-se.
No plenário, que irá decorrer em Santo Amaro, concelho de Oeiras, onde se encontra a sede da empresa, será decidido, segundo o sindicato, se aceite a proposta final da empresa ou se os trabalhadores mantêm a luta.
"Ou esta proposta final [...] tem condições para ser consolidada em texto de AE [Acordo de Empresa] e a partir daqui reforçar nos próximos processos negociais a exigência de novas reduções para se atingir o objetivo central, que é as 35 horas semanais para todos os trabalhadores, ou os trabalhadores entendem que não, pelo que a luta terá forçosamente que ter continuidade, com o dia de luta já aprovada no último plenário", refere a nota.
De acordo com STRUP, a proposta posta à discussão e votação em plenário mantém a proposta anteriormente apresentada e discutida no último plenário quanto ao pagamento das deslocações aos trabalhadores do tráfego e reafirma que a administração não considerará a greve para efeitos da penalização do regime de férias.
Por outro lado, acrescenta, a proposta evolui quanto à calendarização para uma redução do tempo de trabalho semanal para 39 horas: "Aceita que a redução no PNTS (período normal de trabalho semanal), para todos os trabalhadores, se faça não em dezembro de 2026, como propusemos, mas sim em janeiro de 2027. Esta redução terá impacto na subida do preço/hora." Mantêm-se em vigor os horários inferiores já existentes.
A 17 de julho a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) avançava que os trabalhadores da Carris iriam estar em greve no dia 18 de setembro e recusar todo o trabalho extraordinário na segunda e terceira semanas desse mês, por não chegarem a acordo com a empresa.
Em abril, a Carris chegou a acordo com os trabalhadores para a atualização salarial para 2025.
No entanto, o sindicalista Manuel Leal recordou nessa altura que continuavam em discussão a implementação das 35 horas e a forma de pagamento das deslocações.
A Carris presta serviço de transporte público urbano de superfície de passageiros no município de Lisboa, sobretudo rodoviário, e é gerida pela Câmara Municipal lisboeta.
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