O risco de incêndio no país para hoje permanece elevado devido às elevadas temperaturas e ao vento forte.
O sul da Europa está a braços com o início precoce da época de grandes incêndios florestais, potenciados pela onda de calor que assola o continente, mas também por comportamentos negligentes.
Portugal regista o maior incêndio em termos de área ardida, com o fogo que se iniciou em Vouzela e consumiu parte da serra do Caramulo, a registar mais de 13 mil hectares de área ardida e a mobilizar milhares de operacionais no combate às chamas.
Portugal acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos para reforçar o dispositivo de combate aos incêndios, tendo recebido ajuda de Itália, que enviou dois aviões Canadair, e de Espanha, que enviou um Canadair e meios terrestres.
Em França um fogo na região dos Pirinéus-Orientais, sudeste do país, já queimou 1.350 hectares desde sábado numa zona de difícil acesso junto ao maciço de Canigou, com o vento e o calor a dificultar o combate às chamas, que motivaram retiradas de pessoas.
Na região, em alerta laranja devido ao calor, as temperaturas podem atingir os 40ºC em alguns locais, apenas uma semana depois de uma onda de calor histórica no país.
O sul de França já tinha enfrentado dois incêndios no início da última semana, tendo o ministro do Interior, Laurent Nuñez, manifestado a sua preocupação com a época de incêndios que arrancou "com um mês de avanço".
Os bombeiros apontam origem humana na maioria dos fogos, mas as vagas de calor e a seca, efeitos das alterações climáticas, favorecem a sua progressão.
Do outro lado da fronteira, em Espanha, na região da Costa Brava na Catalunha, um incêndio que hoje foi dado como dominado já consumiu 2.200 hectares, mas os bombeiros estão preocupados com as temperaturas altas que se fazem sentir e a persistência de pequenos focos.
Ao início da tarde as autoridades levantaram as restrições impostas a uma dezena de localidades próximas de Girona, permitindo aos habitantes regressar as suas casas.
As autoridades suspeitam de negligência na origem do incêndio e detiveram um trabalhador suspeito de ter usado uma máquina em zona proibida.
Na Grécia, um incêndio numa fábrica de reciclagem junto a Tessalónica levou as autoridades a ordenar aos habitantes que permanecessem em casa e fechassem portas e janelas para evitar respirar o fumo tóxico saído do local, depois de ter sido atingido pelas chamas de um fogo florestal que chegou aos arredores da segunda maior cidade do país.
O incêndio motivou ainda alertas para evacuação em três subúrbios e numa unidade de acolhimento de pessoas com necessidades especiais e provocou estragos em empresas e habitações.
Um homem de 76 anos foi detido por suspeitas de negligência e de ter iniciado o fogo com faíscas geradas pelo seu veículo, que incendiaram vegetação próxima à estrada, devendo comparecer em tribunal ainda hoje.
Este incêndio acontece dias depois de um outro, que provocou a morte a um rapaz de 12 anos e do seu pai.
O risco de incêndio no país para hoje permanece elevado devido às elevadas temperaturas e ao vento forte.
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