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Suspeitas de desleixo na limpeza do Hospital São Francisco Xavier

PJ vai avançar para a empresa responsável pela limpeza na unidade hospitalar.

10 de novembro de 2017 às 01:30

A investigação da Polícia Judiciária e do DIAP de Lisboa avançou já em várias frentes – sendo decisivos os relatórios de autópsia às duas vítimas de legionella, para que, mais tarde, não possa ser levantada a dúvida de que tenham morrido de outra causa qualquer. E decisivos também serão os resultados dos testes de laboratório que estão a ser feitos às amostras de água recolhidas em vários pontos do Hospital de São Francisco Xavier, de forma a se encontrar o foco da contaminação.

Ao mesmo tempo, a Justiça vai também identificar, nomeadamente, a empresa privada que é ali responsável pela manutenção e pela limpeza de todas as canalizações, aparelhos de ar condicionado e respetivas tubagens e ainda das torres de refrigeração do hospital. Porque, à primeira vista, são levantadas suspeitas de desleixo – negligência – ao nível da limpeza, o que pode ter potenciado o desenvolvimento da bactéria da legionella na água.

O surto de legionella, em Lisboa, provocou a morte na última segunda-feira de Simão José Santiago (77 anos) e de Maria da Graça Ribeiro (70 anos). O corpo do advogado foi transportado para Trancoso, onde decorreu a missa de corpo presente e o enterro no cemitério local. Maria da Graça saiu da capela funerária de Campo de Ourique, tendo depois sido sepultada no cemitério de Benfica, em Lisboa.

Três novos doentes têm mais de 70 anos 

Pneumonia retira doente do surto 

A Direção-Geral da Saúde deixou ontem de contabilizar um caso diagnosticado no dia 4 porque o doente em causa sofria não da doença dos legionários mas sim de pneumonia, não cumprindo os critérios referentes ao surto.

Saiba mais

14

pessoas morreram devido ao surto de legionella de Vila Franca de Xira, em 2014. Houve 406 casos diagnosticados.

Terceiro pior no mundo

O surto de Vila Franca de Xira foi o terceiro mais grave do Mundo. O primeiro foi em Barrow (Reino Unido), em 2002, com 494 casos. Em 2001, Múrcia (Espanha) registou 449 casos.

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