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Tomar vai interditar circulação pedonal no Aqueduto dos Pegões por prevenção de risco

Decisão resulta de uma recomendação do instituto público Património Cultural, na sequência da primeira vistoria realizada ao local.

26 de janeiro de 2026 às 10:59

A Câmara de Tomar vai avançar com a interdição do atravessamento pedonal no Aqueduto dos Pegões, por razões de segurança, em paralelo com o processo de avaliação técnica ao estado de conservação do monumento, disse esta segunda-feira à Lusa o presidente da autarquia.

O autarca Tiago Carrão (PSD) explicou que a decisão de vedar a circulação a peões resulta de uma recomendação do instituto público Património Cultural, na sequência da primeira vistoria realizada ao local, e que é independente da análise técnica em curso sobre a estabilidade estrutural do histórico aqueduto situado em Tomar, no distrito de Santarém.

"A interdição pedonal vai ser uma realidade. É uma decisão que já está tomada e resulta da recomendação do Património Cultural. Não tem diretamente a ver com o estado de conservação do monumento, mas com o risco que representa para as pessoas circularem num património com cerca de 30 metros de altura", afirmou.

Segundo o autarca, os dois processos decorrem em paralelo: por um lado, a definição da solução a adotar para impedir o atravessamento pedonal, por outro, o aprofundamento da avaliação técnica ao estado do aqueduto.

"Há duas ações distintas. Uma é a interdição do atravessamento, que queremos concretizar com a maior brevidade possível. Outra é o processo de diagnóstico técnico, em que aguardamos agora um relatório mais aprofundado que permita perceber, com rigor, as condições de conservação do monumento", referiu.

O processo teve origem num alerta público lançado pelo vereador do PS José Delgado, que classificou o estado do aqueduto como "alarmante" e defendeu a adoção de medidas preventivas imediatas, incluindo restrições à circulação de pessoas no topo da estrutura.

Na sequência desse alerta, o Património Cultural promoveu uma visita técnica ao local, que contou com a presença do executivo municipal, serviços técnicos, Proteção Civil e especialistas das áreas de arquitetura e engenharia, tendo sido identificada a necessidade de um diagnóstico de engenharia mais aprofundado, por não ser possível, "à vista desarmada", retirar conclusões definitivas sobre o risco estrutural.

De acordo com Tiago Carrão, essa primeira vistoria abriu caminho ao envolvimento do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para uma avaliação mais detalhada, cujo relatório servirá de base a eventuais decisões futuras sobre intervenções de conservação.

Esse diagnóstico técnico, acrescentou, será determinante para apurar eventuais necessidades de intervenção, estimar o investimento necessário e articular responsabilidades entre as entidades envolvidas.

"O município não tem tutela direta sobre o aqueduto, que é propriedade da ESTAMO e gerido pelo Património Cultural, mas pela sua proximidade e envolvimento territorial terá necessariamente de fazer parte da solução", sublinhou.

O Aqueduto dos Pegões, também designado Aqueduto do Convento de Cristo, foi construído entre os séculos XVI e XVII para abastecer de água o Convento de Cristo, tem cerca de seis quilómetros de extensão e está classificado como Monumento Nacional desde 1910.

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