Greve parcial, de segunda a quinta-feira, decorre entre as 10h00 e as 12h00, das 15h30 às 17h30, das 18h00 às 20h00 e das 06h00 às 08h00.
O sindicato representativo dos trabalhadores da Empresa de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) fez esta terça-feira um balanço positivo da greve parcial que decorre até quinta-feira, mas ainda sem números da adesão.
"Tem estado a correr positivamente em alguns sítios. Num ou outro sítio, não tem estado a ter eventualmente alguma força [como] estávamos à espera, mas noutros sítios tem sido bastante positivo", afirmou Orlando Gonçalves, dirigente do CESP - Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal.
Em declarações à Lusa, o sindicalista avançou que, no balanço do primeiro dia e meio, "a maior parte das lojas estiveram encerradas". Na segunda-feira, "apenas uma abriu, no período da manhã, mas no período da tarde já esteve encerrada".
"Os parques também têm estado encerrados uma boa parte deles, foram seis ou sete parques encerrados. Não estão lá pessoas e se houver algum problema as cancelas têm que ser abertas, porque não há lá ninguém para as movimentar", explicou.
Segundo o sindicato, a greve parcial, de segunda a quinta-feira, decorre entre as 10h00 e as 12h00 (turno da manhã), das 15h30 às 17h30 (tarde), das 18h00 às 20h00 (noite) e das 06h00 às 08h00 (madrugada), com piquetes de greve junto à sede da EMEL nos turnos da manhã e da tarde.
"No turno da noite, onde fazem o desbloqueio, a adesão foi de 65% no dia de ontem [segunda-feira], portanto, de 15 trabalhadores estavam a trabalhar apenas quatro. Depois, relativamente à fiscalização, aí sim, não foram os números que estávamos à espera, mas andará à volta dos 30% a 40%", referiu Orlando Gonçalves.
Segundo o sindicalista, a adesão relativamente mais fraca deve-se a "uma comunicação que a empresa fez na passada sexta-feira", após a qual alguns trabalhadores, que não são sindicalizados, aderiram aos argumentos da EMEL, apesar de a paralisação ter sido "aprovada por unanimidade em plenário".
"Esperamos depois também na sexta-feira ter um grande plenário junto à câmara, e esperemos que o presidente da Câmara finalmente receba os trabalhadores, para tomar medidas, pois continuamos confiantes em que o conselho de administração pode ir mais longe", salientou.
O dirigente do CESP considerou "incompreensível que todos os trabalhadores municipais já tenham tido aumentos decretados pelo Estado, com exceção dos trabalhadores da EMEL", apesar de verem esse aumento como insuficiente.
O sindicato, em comunicado, lamentou que a empresa municipal apresente novos investimentos, mas não responda ao caderno reivindicativo, nomeadamente em relação a aumentos salariais e para "valorizar quem realmente trabalha e constrói os resultados da empresa diariamente".
A EMEL insiste numa atualização salarial de apenas 25 euros e continua a recusar a aplicação de diuturnidades, "falhando os compromissos já assumidos no passado", frisou o CESP.
A Lusa questionou a EMEL acerca da greve, mas ainda não recebeu qualquer resposta.
A empresa municipal, além fiscalização do estacionamento à superfície e em parques, gere a rede de bicicletas Gira, elevadores e escadas rolantes em zonas turísticas e a rede ciclável da cidade.
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