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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Trabalhadores da EMEL com balanço positivo de greve parcial que termina hoje

Dirigente do CESP apontou para adesão de quase 100% nas lojas da EMEL, de mais de 80% nos parques de estacionamento, entre 60 a 65% dos trabalhadores que fazem o desbloqueio e entre 30 e 40% na fiscalização.

25 de junho de 2026 às 19:12

O sindicato representativo dos trabalhadores da Empresa de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) fez esta quinta-feira um balanço positivo dos quatro dias de greve parcial, afirmando que a paralisação levou ao encerramento de lojas e parques de estacionamento.

"Conseguiu-se encerrar várias lojas e vários parques e, portanto, a EMEL irá sentir em termos do seu impacto também económico relativamente a estes quatro dias", afirmou Orlando Gonçalves, dirigente do CESP - Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal.

Em declarações à Lusa, o sindicalista referiu que a paralisação abrangeu diversas categorias profissionais da empresa municipal, que conta com um universo de cerca de 800 trabalhadores.

Ainda sem números finais da adesão, Orlando Gonçalves apontou para uma adesão de quase 100% nas lojas da EMEL, de mais de 80% nos parques de estacionamento, entre 60 a 65% dos trabalhadores que fazem o desbloqueio e entre 30 e 40% na fiscalização.

A greve parcial dos trabalhadores decorre entre segunda-feira e quinta-feira, entre as 10:00 e as 12:00 (turno da manhã), das 15:30 às 17:30 (tarde), das 18:00 às 20:00 (noite) e das 06:00 às 08:00 (madrugada), com piquetes de greve junto à sede da EMEL nos turnos da manhã e da tarde.

Os trabalhadores da EMEL reivindicam aumentos salariais com efeitos retroativos a janeiro, mas acusam a empresa de manter uma posição inflexível nas negociações.

"A última proposta avançada não vai ainda ao encontro de um aumento de salário digno dos trabalhadores", criticou Orlando Gonçalves.

Segundo o sindicalista, a proposta da administração prevê uma atualização salarial faseada, com uma parte do aumento em janeiro e outra a partir de julho, uma solução que os trabalhadores rejeitam.

O dirigente sindical criticou ainda a recusa da empresa em avançar com a implementação das diuturnidades, apesar de compromissos anteriormente assumidos.

Entretanto, o sindicato vai realizar, na sexta-feira, um plenário de trabalhadores junto à Câmara Municipal de Lisboa, entre as 12:30 e as 14:00.

"Esperamos ser recebidos pelo dr. Carlos Moedas [presidente da Câmara de Lisboa] e que o próprio conselho de administração também esteja presente e que se faça, de imediato, a negociação para se chegar a um acordo", apontou.

A Lusa questionou a EMEL acerca da greve, mas não obteve qualquer resposta.

A empresa municipal, além fiscalização do estacionamento à superfície e em parques, gere a rede de bicicletas Gira, elevadores e escadas rolantes em zonas turísticas e a rede ciclável da cidade.

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