page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Trabalhadores da hotelaria iniciaram hoje greve de três dias na Madeira

Ocupação hoteleira na ilha ronda os 100% para a passagem de ano.

30 de dezembro de 2024 às 14:35

Os trabalhadores da hotelaria na Madeira iniciaram esta segunda-feira uma greve de três dias, período em que a ocupação hoteleira ronda os 100%, mas o sindicato do setor não dispõe para já de dados referentes à taxa de adesão.

"Nós não temos dados, nós não estamos a jogar para os números, porque os trabalhadores não são números, são seres humanos, trabalham e dignificam o setor", disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria da Madeira, Adolfo Freitas, no âmbito de uma manifestação junto à Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura, no Funchal.

A greve teve início às 00h00 desta segunda-feira e prolonga-se até às 24h00 do dia 01 de janeiro, período em que, de acordo com os dados oficiais, a taxa de ocupação hoteleira rondará 100%, em grande parte motivada pelo espetáculo de fogo-de-artifício na passagem de ano, no Funchal, um dos maiores cartazes turísticos da região.

Em causa está o aumento salarial de 5,5% para 2025 proposto pela Mesa da Hotelaria da Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF-CCIM), que representa os empresários, valor acima da taxa de inflação prevista e que garante um acréscimo mínimo de 53 euros.

O sindicato classifica a proposta patronal como "vergonhosa e escandalosa", defendendo um aumento salarial mínimo de 75 euros.

"Aquilo que os patrões vão oferecer a partir de janeiro -- 53 euros de aumento -- significa que uma grande maioria dos trabalhadores passará a receber o salário mínimo regional [estipulado em 915 euros a partir de 01 janeiro]", alertou Adolfo Freitas, explicando que aumento não terá assim qualquer impacto para cerca de 3.000 trabalhadores.

O sindicalista considera tratar-se de uma "leviandade" das entidades patronais, mas diz que o sindicato continua disponível para a negociação, embora com condições.

"Estamos disponíveis para negociar, mas não a esmola que eles querem dar aos trabalhadores. Os trabalhadores não são pobres a pedir esmola. Trabalham, enriquecem as empresas e precisam de ser valorizados", declarou.

Adolfo Freitas salientou, por outro lado, que a Madeira foi a região do país que mais cresceu em 2024 em termos de entrada de turistas e receitas para o setor e também venceu pela 10.ª vez consecutiva o prémio World Travel Award como Melhor Destino Insular do Mundo, pelo que considera "inaceitável" a proposta de aumento salarial da ACIF.

"Tivemos de recorrer à greve para que as empresas, de alguma forma, dignifiquem estes trabalhadores", afirmou.

Para assinalar o primeiro dia de greve, cerca de 50 trabalhadores e delegados sindicais promoveram uma marcha de protesto no centro do Funchal, que terminou junto à Secretaria Regional de Economia, Turismo e Cultura.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8