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Trabalhadores da Izidoro em luta por melhores salários na fábrica do Montijo

Manifestação concentrou cerca de 20 trabalhadores à porta da empresa. Trabalhadores reivindicam ainda o dia de Carnaval.

17 de fevereiro de 2026 às 14:43

Cerca de duas dezenas de trabalhadores em greve na unidade de produtos alimentares Izidoro, no Montijo, concentraram-se esta terça-feira à entrada da empresa para exigirem melhores condições salariais e o dia de terça-feira de Carnaval.

"A empresa fez questão de retirar esse dia, terça-feira de Carnaval, que os trabalhadores tinham quando caducou o Contrato Coletivo de Trabalho em 2016", disse à Lusa Marcos Rebocho, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Alimentar (STIAC), que convocou para esta terça-feira uma paralisação de 24 horas.

"Apesar de, no último ano, terem aumentado o subsídio de alimentação - que também foi sempre uma das nossas reivindicações -, na negociação da contratação coletiva, dos acordos de empresa, dos cadernos reivindicativos, não temos tido sucesso", acrescentou o sindicalista.

Com uma vida dedicada à empresa, onde trabalha há 45 anos, Lina Andrade foi uma das trabalhadoras que aderiram à greve convocada pelo STIAC por melhores salários e reposição de direitos na unidade de produção do Montijo, no distrito de Setúbal.

"Os salários são baixos - o nosso salário é o salário mínimo nacional. Temos o subsídio de refeição, que era de 4,5 euros, mas conseguimos um aumento para seis euros, mas não temos direitos nenhuns", disse Lina Andrade, lembrando que a Izidoro, empresa do grupo Montalva, também acabou com as diuturnidades para novos trabalhadores.

Segundo informação do STIAC, os trabalhadores da Izidoro reivindicam aumentos salariais, a reposição de direitos como o gozo do feriado de Carnaval, a negociação da contratação coletiva ou a celebração de um acordo de empresa e a subida do salário mínimo para 1.000 euros, com efeitos a 01 de janeiro.

Reclamam também a atualização do subsídio de refeição para oito euros diários, a atribuição e atualização de diuturnidades, 25 dias de férias e a redução do horário de trabalho para 35 horas semanais.

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