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Correio da Manhã

Sociedade
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Trabalhadores dos CTT marcam greve para 23 de fevereiro

Funcionários manifestam-se contra a redução de pessoal e o encerramento de postos de atendimento.
Lusa 24 de Janeiro de 2018 às 13:55
Estação dos Correios dos CTT
Estação dos Correios dos CTT
Estação dos Correios dos CTT
Estação dos Correios dos CTT
Estação dos Correios dos CTT
Estação dos Correios dos CTT
Os trabalhadores do grupo CTT marcaram uma greve nacional e uma manifestação para 23 de fevereiro, contra a redução de pessoal e o encerramento de postos de atendimento, e convidaram a população a juntar-se ao protesto, foi esta quarta-feira divulgado.

Os quatro sindicatos que convocaram a greve e a manifestação anunciaram as ações de luta em comunicado conjunto, no qual defendem a reversão da privatização dos CTT -- Correios de Portugal e um serviço postal universal de qualidade.

No documento, os sindicatos contestam os despedimentos, o encerramento de estações de correio e a sobrecarga de trabalho dos carteiros.

"Os sindicatos subscritores deste comunicado, confrontados com a destruição da Rede Pública Postal e da qualidade de serviço pela CE [Comissão Executiva] dos CTT, decidiram continuar a luta", afirmaram o SNTCT, o Sindetelco, o Sincor e o SINTTAV.

Salientaram, a propósito, os contactos que tiveram com as populações, as reuniões com comissões de utentes e com autarquias, as audições com os grupos parlamentares, as audições nas comissões parlamentares de Trabalho e Economia e as reuniões com a ANACOM e ANMP.

E consideraram que, depois desses contactos, de plenários e de contactos com os trabalhadores do grupo a nível nacional e da greve de dezembro se tornou claro que "os CTT têm que aumentar o número de trabalhadores, de giros e de estações atualmente existentes e não, como anunciaram, fechar estações e despedir trabalhadores".

"Assim, perante o autismo da CE da Empresa, o único caminho é o da exigência da Reversão Total da Privatização dos CTT, existindo já uma petição nesse sentido entregue na AR [Assembleia da República]. O Governo tem que assumir as suas responsabilidades no sentido de salvaguardar a Rede Pública Postal e para que o Serviço Postal Universal volte a ser prestado com qualidade às populações e empresas", defenderam os sindicatos.

No mesmo comunicado, os sindicatos representantes dos trabalhadores do grupo CTT exortam a população a participar na manifestação que vão promover em Lisboa, no dia da greve.

Os CTT confirmaram no dia 02 de janeiro o fecho de 22 lojas no âmbito do plano de reestruturação (que, segundo a Comissão de Trabalhadores dos Correios de Portugal, vai afetar 53 postos de trabalho), decisão que motivou críticas de autarquias e utentes.

A empresa referiu que o encerramento de 22 lojas situadas de norte a sul do país e nas ilhas "não coloca em causa o serviço de proximidade às populações e aos clientes, uma vez que existem outros pontos de acesso nas zonas respetivas que dão total garantia na resposta às necessidades face à procura existente".
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