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Tribunal mantém leilão do Estádio do Bessa mas impõe alterações ao processo de venda

Direção liderada por Rui Garrido Pereira tinha impugnado o leilão por considerar que este "não reflete de forma completa a realidade associada aos bens".

13 de maio de 2026 às 21:44

O tribunal decidiu manter o leilão do Estádio do Bessa, no Porto, mas exigiu mudanças no procedimento da hasta pública, devido a exposições enviadas pela direção do Boavista e por um dos credores, revelou esta quarta-feira fonte do clube.

Apesar de o Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia ter rejeitado o pedido de impugnação para travar a venda, fontes do clube confirmaram à Lusa que a decisão obriga a mudanças no curso do leilão, que decorre até 20 de maio sob intermediação da Leilosoc.

"Decorrente do requerimento apresentado pelo clube e por um credor, o tribunal determinou proceder de imediato a alterações no procedimento de leilão, sem prejuízo de não o suspender", indicaram as mesmas fontes, sublinhando que a estrutura do clube "está a trabalhar na solução definitiva".

A direção liderada por Rui Garrido Pereira tinha impugnado o leilão por considerar que este "não reflete de forma completa a realidade associada aos bens", defendendo a necessidade de garantir a "transparência e confiança" no procedimento.

O requerimento, submetido em 24 de abril, visava salvaguardar o principal ativo imobiliário do clube, o Estádio do Bessa, um recinto com 78 mil metros quadrados reinaugurado para o Euro2004, mas inutilizado desde maio de 2025 por impedimento das autoridades.

A venda dos ativos -- estádio e complexo desportivo - decorre em formato eletrónico até 20 de maio, tendo como valor base global de 37,9 milhões de euros (ME).

A venda judicial, que decorre até 20 de maio, é ainda contestada pela claque Panteras Negras, o mais representativo grupo organizado de adeptos 'axadrezados', que também anunciou a intenção de recorrer aos tribunais para tentar suspender o leilão e declarar a nulidade do processo.

A alienação destes ativos surge no âmbito da insolvência do Boavista, cuja liquidação foi aprovada em setembro de 2025 após a acumulação de dívidas superiores a 150 ME.

Além do património agora a leilão, o processo de venda da massa insolvente, mediado pela Leilosoc, já incluiu a alienação de garagens, lojas e apartamentos nas imediações do recinto.

A Câmara Municipal do Porto também recusou intervir para travar o processo, remetendo a resolução da situação para os órgãos sociais do Boavista.

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