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Um milhão de trabalhadores estiveram de baixa médica em 2025. Subsídio custa 2,3 milhões de euros por dia ao Estado

Número de portugueses de baixa em 2025 representa um aumento de 84 954 pessoas face a 2024 e de 167 825 em comparação com 2023.

09 de junho de 2026 às 10:09
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Um milhão de trabalhadores estiveram de baixa médica em 2025. Subsídio custa 2,3 milhões de euros por dia ao Estado

Mais de um milhão de trabalhadores estiveram de baixa médica em 2025, elevando a despesa do Estado com o subsídio de doença para 854,6 milhões de euros. Em média, a Segurança Social desembolsou 2,3 milhões de euros por dia para pagar os processos concluídos ao longo do ano, numa tendência de crescimento que os especialistas associam ao envelhecimento da população ativa e aos atrasos no acesso aos cuidados de saúde.

Os dados do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social revelam que 1.048.599 trabalhadores beneficiaram do subsídio de doença em 2025. O número representa um aumento de 84.954 pessoas face a 2024 e de 167.825 em comparação com 2023.

Num mercado de trabalho que ultrapassa os 5,3 milhões de empregados e onde as contribuições para a Segurança Social continuam a crescer, o aumento das baixas médicas tem um impacto significativo nas contas públicas. Apenas para os processos de baixa terminados em 2025, a despesa ascendeu a 854,6 milhões de euros, o valor mais elevado dos últimos anos , de acordo com o Jornal de Notícias.

Em comparação, o Estado gastou 760,6 milhões de euros com subsídios de doença em 2024 e 770,4 milhões de euros em 2023. Em apenas dois anos, a despesa aumentou cerca de 12%.

Além do crescimento do número de beneficiários, o valor médio pago por cada subsídio também tem vindo a subir, impulsionado pela evolução dos salários. Os dados mostram ainda que o aumento ocorreu tanto nas baixas de curta duração, até 30 dias, como nas de longa duração. No entanto, são os períodos superiores a um ano que continuam a representar a maior fatia da despesa total.

Especialistas apontam várias razões para esta evolução. Entre os principais fatores estão o aumento da idade da reforma, que mantém trabalhadores mais velhos no ativo durante mais tempo, e os atrasos na marcação de primeiras consultas e tratamentos, prolongando os períodos de incapacidade para o trabalho.

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