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Urgências Básicas de Albufeira e Loulé com falhas nas escalas dos médicos em cerca de 50 turnos durante o mês de janeiro

Administração da ULS do Algarve garante que “não se perspetivam falhas de serviço em nenhuma das unidades de saúde do Algarve”.

05 de janeiro de 2026 às 20:49

Cerca de 50 turnos dos Serviços de Urgência Básica de Albufeira e Loulé têm falhas nas escalas dos médicos.

Segundo revelam os documentos a que o CM teve acesso, em Albufeira há, pelo menos, 20 turnos com falhas, em que, em alguns casos, só está escalado um médico para trabalhar durante 24 horas seguidas.

Em Loulé, o problema é ainda mais grave tendo em conta que há turnos sem um único médico escalado.

O CM sabe que vários médicos que estão escalados para trabalhar estão preocupados, uma vez que podem vir a ser obrigados a fazer os turnos em falta, depois de terem estado 24 horas de serviço a observar doentes durante o turno anterior.

Questionada pelo CM, a administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve esclarece que “as escalas são instrumentos de trabalho dinâmicos, sujeitas a constantes atualização e reajustamentos”, assegurando, no entanto, que “não se perspetivam falhas de serviço em nenhuma das unidades de saúde do Algarve”.

Sobre a Urgência Polivalente do hospital de Faro, a administração da ULS garante que não tem conhecimento que “os médicos prestadores de serviço se tivessem recusado a integrar as escalas médicas por falta de contrato ou acordo sobre os vencimentos”.

No entanto, assume que a gestão das equipas clinicas essenciais para garantir o funcionamento dos serviços de forma ininterrupta "é um processo altamente complexo", que é garantido "pelos profissionais de saúde do quadro da instituição, mas também, e de forma expressiva, com recurso a prestadores de serviços médicos externos, sob os quais a instituição não tem poder disciplinar, apesar da existência de cláusulas de penalização por eventuais falhas nessa prestação efetiva de serviço".

Esta segunda-feira voltaram a ficar retidas várias ambulâncias à porta da Urgência do Hospital de Faro a aguardar pelas macas com que transportaram doentes para a unidade de saúde. O CM sabe que algumas foram obrigadas a ficar paradas durante cinco horas.

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