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Utentes do expresso do Alto Minho escrevem carta aberta a Rui Moreira

Alertam para "a urgência da situação" com a qual foram confrontados, devido ao aumento dos custos do transporte.

07 de março de 2024 às 08:22

Os utentes do autocarro expresso que faz a ligação entre Viana do Castelo e Porto através da A28 escreveram uma carta aberta ao presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira. Alertam para "a urgência da situação" com a qual foram confrontados, devido ao aumento dos custos do transporte, e falam numa "situação desesperada".

Na missiva, referem que, no início do ano, se viram confrontados com um aumento superior a 100% no custo das viagens, "atenta a incapacidade demonstrada pelas diferentes entidades com responsabilidades na matéria, em particular, da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, Câmara de Viana do Castelo e Área Metropolitana do Porto de encontrarem uma solução minimamente viável para as deslocações pendulares em transporte público, de Viana do Castelo para o Porto, à semelhança do que já existe para a generalidade das regiões periféricas ao Porto". Indicam que já solicitaram uma reunião e a intervenção do presidente da Câmara do Porto no sentido de desbloquear a "situação crítica a que se chegou" e referem que, na prática, "a redução do apoio da Câmara de Viana do Castelo levou a que a mobilidade em transporte público entre o Alto Minho e o Porto seja virtualmente inexistente".

Os utentes acrescentam que, face ao aumento dos custos, "o número de utilizadores daquela carreira de transporte público tem vindo a reduzir diariamente, não sendo atualmente mais de 10, tendo os restantes 'migrado' essencialmente para o transporte em automóvel particular, contribuindo assim para aumentar o congestionamento da A28, da Via Norte e da cidade do Porto". Explicam ainda que, no início de 2023, a Câmara de Viana do Castelo "havia emitido 333 cartões de desconto para residentes" e, em Esposende, "onde o município manteve o apoio, assiste-se ao inverso – aumento contínuo dos utentes -, demonstrando a eficácia na promoção da utilização de transporte público".

Desta forma, alertam "para a urgência da situação, uma vez que muitos utentes ficaram numa situação desesperada". E exemplificam: "alunos universitários que optam por reduzir a frequência das aulas ou interromper os estudos e trabalhadores em risco de cair em situação de desemprego por não poderem suportar os custos de transporte".

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