Despedimentos em massa vão continuar em grandes empresas do setor tecnológico
Este ano já foram dispensados mais de 100 mil trabalhadores. Inteligência artificial é apontada como um dos motivos para a reeestruturação no setor.
Só este ano, entre janeiro e julho, mais de 100 mil trabalhadores de mais de 360 empresas tecnológicas de todo o Mundo foram dispensados. E a tendência é para os despedimentos continuarem.
Como disse o presidente da Nvidia, numa recente conferência sobre inteligência artificial (IA), "nos últimos 10, 15 anos, toda a gente dizia que era vital os seus filhos aprenderem ciência da computação, para saberem programar. Agora, é exatamente o oposto". "É o nosso trabalho criar uma tecnologia de computação que ninguém precise programar e que a linguagem de programação seja humana. Toda a gente é, agora, um programador. Esse é o milagre da IA", acrescentou Jensen Huang, deixando uma mensagem bastante clara: os empregos estão a ser eliminados porque muitas empresas consideram que é mais rentável automatizar através da IA.
Não deixa de gerar alguma surpresa, porém, que sejam as empresas mais lucrativas a despedir. Em abril, a Amazon anunciou centenas de cortes de postos de trabalho nas vendas, marketing e serviços globais no sistema Amazon Web Services (AWS), enquanto a Google pretende reduzir custos e investir mais na IA, o que vai incluir despedimentos em grande escala que vão afetar principalmente as equipas do setor financeiro e do mercado imobiliário. A IBM quer automatizar 8 mil postos de trabalho e a Cisco cerca de 4 mil. Na Meta, contudo, são cerca de 20 mil os lugares que estão em risco.
Recorde-se que, no ano passado, foram dispensados mais de 240 mil trabalhadores, com os gigantes da tecnologia a atribuírem a culpa à incerteza económica e à ascensão da IA, que atualmente absorve a grande fatia do seu investimento.
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