Microsoft elimina 4800 postos de trabalho em nova reestruturação devido à IA

Executiva sublinhou que as mudanças na forma de desenvolver e utilizar a tecnologia estão a ocorrer "mais rapidamente do que em qualquer outro momento" da trajetória da empresa.

06 de julho de 2026 às 16:46
Microsoft elimina 4.800 postos de trabalho em nova reestruturação devido à IA Foto: AP Photo/Thibault Camus
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A Microsoft vai eliminar cerca de 4800 postos de trabalho, equivalentes a 2,1% da força laboral, numa reestruturação que afetará sobretudo a divisão de videojogos Xbox e que pretende adaptar a empresa ao impacto da Inteligência Artificial (IA).

A 'gigante' tecnológica justificou a decisão com a necessidade de "ajustar recursos, investimentos e esforços" num "ambiente tecnológico que evolui a grande velocidade", referiu a diretora de recursos humanos da empresa, Amy Coleman.

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A executiva sublinhou que as mudanças na forma de desenvolver e utilizar a tecnologia estão a ocorrer "mais rapidamente do que em qualquer outro momento" da trajetória da empresa.

No âmbito desta reestruturação, a divisão de videojogos Xbox será uma das mais afetadas, com a saída de cerca de 20% do quadro de pessoal.

A diretora-executiva deste departamento, Asha Sharma, explicou numa mensagem interna que cerca de 1600 despedimentos serão efetuados de forma imediata, enquanto outros 1.600 ocorrerão de forma progressiva até ao ano fiscal de 2027.

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"Reconheço que uma reestruturação ao longo de um ano acarreta desafios", assinalou Sharma.

A redução de pessoal insere-se num processo mais amplo de transformação da tecnológica, que já realizou várias rondas de despedimentos no ano passado, quando eliminou cerca de 9.000 postos de trabalho.

A Microsoft, que esta segunda-feira registava uma queda de 1,51% na bolsa após a abertura, acumula perdas de cerca de 19% só este ano, num contexto em que os investidores questionam o impacto da IA generativa no negócio.

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Ainda assim, nos últimos trimestres, a empresa registou progressos no negócio de computação em nuvem e no LinkedIn, embora outras áreas, como o Windows, os dispositivos Surface e a Xbox, tenham apresentado queda nas receitas.

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