Zoom pode vir a rastrear as emoções dos utilizadores
Ativistas alertam para o perigo da plataforma utilizar inteligência artificial na deteção de emoções.
Os planos que o Zoom, empresa americana de serviços de videoconferência, têm para o rastreamento e análise das emoções dos utilizadores está a assustar os grupos de direitos humanos e privacidade. Segundo o New York Post, esta polémica surgiu na sequência de um artigo do site de tecnologia Protocol, que informou que a plataforma ia começar a vender produtos que recorriam à inteligência artificial para detetar o estado emocional de quem estivesse numa videochamada.
A fonte refere que a tecnologia iria, alegadamente, utilizar as expressões faciais e o tom de voz para perceber se a pessoa está feliz, triste ou impaciente, o que poderia ajudar as empresas a verificar se os seus clientes e funcionários estão satisfeitos.
Na passada terça-feira, foi publicada uma carta aberta que conta com mais de 20 grupos ativistas, como o American Civil Liberties Union, onde é é explicado que o software “não funciona”, é “perigoso” e “inerentemente tendencioso” e poderá contribuir para a discriminação de minorias. Alertaram ainda para a probabilidade da tecnologia ser um pretexto para grupos mal intencionados recolherem dados pessoais.
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