Empresa quer transformar-se e ficar menos dependente da venda de aparelhos.
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Ao contrário do que acontece na grande maioria de eventos da Apple, desta vez a empresa não revelou qualquer novo aparelho. Mas nem por isso a apresentação que decorreu esta segunda-feira no Steve Jobs Theater deixou de ter relevância.
Pelo contrário. A Apple lançou quatro novos serviços: streaming de vídeo, notícias, jogos e cartões de crédito. Como assinalou a Bloomberg, áreas chave da estratégia da Apple para se transformar numa empresa líder nos serviços digitais, numa altura em que o crescimento das vendas do iPhone e outros aparelhos da empresa está a estagnar.
Apesar de estar a entrar nestes negócios, onde a concorrência é feroz, a Apple parte com uma grande vantagem. Os serviços que lançou vão estar disponíveis nas pontas dos dedos dos utilizadores de mais de 1,4 mil milhões de aparelhos da marca.
Estes são os detalhes que estão a ser revelados esta segunda-feira:
Aposta no vídeo para concorrer com Netflix e Amazon
O vídeo é a grande aposta da Apple e objetivo passar por concorrer com o Netflix e a Amazon, que têm tido grande sucesso no negócio do streaming de televisão. A Apple pretende oferecer conteúdos originais, mas também de outros produtores, para ter escala para concorrer com os players já instalados no mercado e com milhões de clientes.
Numa apresentação que contou com a presença de diversas estrelas de Hollywood - Jennifer Aniston, Reese Witherspoon, Oprah Winfrey and Steven Spielberg – a empresa também lançou a Apple TV+.
A Apple deixou para o fim a apresentação do serviço de vídeo e os detalhes ainda estão a ser revelados.
Serviço de notícias com 300 publicações
A Apple acaba de anunciar um novo serviço de subscrição de notícias, o Apple News+, um pacote com conteúdos de mais de 300 publicações que terá um custo mensal de 9,99 dólares. O primeiro mês é grátis.
O novo serviço estará incorporado na aplicação já existente, a Apple News, que vem pré-instalada nos iPhones, iPads e Macs. Numa primeira fase, o serviço estará disponível apenas nos Estados Unidos e no Canadá, e deverá ser alargado à Austrália e Reino Unido ainda este ano.
Entres as publicações que vão integrar este novo serviço contam-se o The Wall Street Journal e o Los Angeles Times, mas não o The Washington Post ou o The New York Times. A Bloomberg Businessweek, por exemplo, integrará a secção de revistas.
O serviço Apple News+ baseia-se numa aplicação chamada Texture, que a Apple adquiriu há cerca de um ano, e que tem acordos com mais de 200 publicações.
Os conteúdos que serão apresentados aos subscritores – e que podem ser descarregados para uma leitura offline – não terão publicidade, e a Apple não permitirá aos anunciantes seguirem a atividade dos utilizadores para efeitos de segmentação.
Arcade: o novo serviço de jogos
A fabricante do iPhone disse estar a trabalhar com a Walt Disney, a Sega e a Annapurna Interactive neste novo serviço, que contará com mais de 100 novos títulos e que funcionará no iPad, Mac e Apple TV.
Os jogos funcionarão offline e não estarão disponíveis noutras plataformas. Além disso, não terão anúncios nem a funcionalidade de compras integradas, e permitirão aos pais controlarem o tempo que os filhos passam em frente ao ecrã. O serviço estará disponível neste outono em mais de 150 países.
"Queremos que jogar seja ainda melhor", afirmou o CEO da Apple, Tim Cook, durante a apresentação do novo serviço da empresa, que diz que a categoria de jogos é a mais popular da App Store, e que o iOS é a maior plataforma de jogos do mundo.
Cartão de crédito em parceria com o Goldman
O Apple Card não terá comissões anuais, nem gastos associados a transações efetuadas no estrangeiro. Além do cartão virtual no Apple Pay, este cartão de crédito também terá uma versão física, para ser utilizado nos locais onde o sistema da Apple não for aceite.
Há também um sistema de incentivos para a utilização do cartão, com a devolução de 2% do valor em compras realizadas com o Apple Pay e 3% no caso de gastos na Apple Store.
Na apresentação deste novo serviço, a vice-presidente da Apple, Jennifer Bailey, garantiu que a empresa e o Goldman Sachs não vai partilhar dados dos clientes com os parceiros e anunciantes.
A Bloomberg assinala que a Apple já está presente no segmento de pagamentos eletrónicos, mas é com esta parceria com o Goldman que aposta forte no segmento do crédito ao consumo, onde existe uma grande concorrência no mercado norte-americano.
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