É uma nova visão sobre uma das características que definem o ser humano: o seu andar bípede, que lhe permite manter o tronco direito. Um grupo de investigadores britânicos das universidades de Liverpool e de Birmingham sustenta que essa característica pode ter evoluído, não no chão, quando os primeiros hominídeos assentaram o pé em terra, como defende a ciência hoje, mas muito antes disso, quando os antepassados desses ainda viviam nas árvores.
Há mais de trinta anos foi descoberto em Laetoli, na Tanzânia, um rasto de pegadas fósseis depositadas há 3,6 milhões de anos e preservadas em cinzas vulcânicas. A importância dessas pegadas para a evolução humana tem sido intensamente debatida desde então.
As pegadas, que mostravam clara evidência de bipedismo – a habilidade para caminhar na posição vertical – tinham sido produzidas, provavelmente, por indivíduos da única espécie bípede que vivia naquela área na época: os Australopithecus afarensis. Essa espécie inclui Lucy, um dos fósseis de hominídeos mais antigos encontrados até hoje e cujo esqueleto é o mais completo já conhecido.
Uma série de características dos quadris, pernas e costas desse grupo indica que os indivíduos teriam caminhado em duas pernas quando se encontravam no chão. Mas os dedos e artelhos curvados, assim como a posição das omoplatas, voltadas para cima, fornecem evidências sólidas de que Lucy e outros membros da sua espécie também deviam passar tempo considerável escalando árvores.
Os registos fósseis indicam que os nossos ancestrais, por pelo menos durante um milhão de anos a partir das pegadas de Laetoli, não aderiram integralmente à passagem das árvores para a caminhada no chão.
CURIOSIDADES
21 MILHÕES DE ANOS
O bipedismo poderia ter acontecido há 21 milhões de anos, 15 milhões mais cedo do que se pensava, por uma mutação genética.
EVOLUÇÃO DAS MÃOS
Cientistas canadianos concluíram que as mudanças anatómicas observadas nas mãos dos hominídeos são apenas um efeito colateral de modificações no formato dos nossos pés.
ÊXITO DO BIPEDISMO
O êxito do bipedismo como modo de locomoção é atribuído à expansão da savana, dado que evitava o calor, permitia libertar as mãos e uma poupança de energia em momentos de escassez de alimentos.
POUPANÇA ENERGÉTICA
A passagem do quadrupedismo para o bipedismo foi um dos maiores passos do homem no caminho da sua evolução. Confirmou-se experimentalmente que a mudança pode estar na poupança energética ao andar erguidos. A selecção natural acabou por favorecer quem tinha os membros inferiores mais compridos e a pélvis mais projectada para a frente porque, com menos energia gasta, menos esforço teria de fazer para se alimentar.
DATAS DA CIÊNCIA
1929. 4 de Abril
Morre Karl Benz, que construiu o primeiro veículo automóvel, na cidade alemã de Manheim. Em 1926 junta-se a Gotlieb Daimler, dando origem à empresa Daimler-Benz que veio a produzir os famosos Mercedes-Benz.
1813. 10 de Abril
Morre Joseph-Louis Lagrange, matemático italo-francês que trouxe grandes contribuições à teoria dos números e à mecânica analítica e celeste. O seu livro mais importante foi ‘Mecânica Analítica’, considerado um poema científico, pela perfeição e beleza da sua estrutura.
1955. 10 de Abril
Morre Teilhard de Chardin, sacerdote católico, geólogo, paleantólogo, filósofo e teólogo francês. Procurou adaptar o catolicismo à ciência contemporânea e elaborou uma concepção da evolução no termo da qual se supõe que o homem atingirá um estado de espiritualidade perfeita.
CM RESPONDE
ESPELHO
Como surgiu o espelho?, Nicolau Neves, Évora
A manufactura de uma superfície capaz de reflectir imagens começou na Idade do Bronze (3000 a.C.). Os antigos sumerianos poliam o bronze com areia sem conseguir ainda imagens muito nítidas. Os primeiros espelhos de vidro com uma fina camada metálica reflectora apareceram em Veneza, em 1300, obra de um artesão desconhecido. Só com a melhoria do método de fabricação, a partir do século XIX, é que seu uso se espalhou pelo Mundo. Os espelhos mais comuns são formados por uma camada de prata, alumínio ou amálgama de estanho, que é depositada quimicamente sobre a face posterior de uma lâmina de vidro.
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