Migração da TDT custa 4 milhões de euros
Anacom fala em “poupança muito significativa”. Previsões iniciais apontavam para 25 milhões.
O processo de migração da Televisão Digital Terrestre terá um custo total de cerca de 4 milhões de euros. "O custo final da operação vai ser substancialmente inferior ao custo que a empresa Altice [responsável pela rede] tinha proposto no início do processo", afirma João Cadete de Matos, presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), entidade à qual está entregue o processo. O responsável faz um balanço positivo da migração e garante que se tem mantido a qualidade de serviço da televisão gratuita.
Recorde-se que a Altice (dona da operadora Meo) tinha colocado a hipótese da migração ser feita mantendo em paralelo as emissões das novas frequências e das antigas. "Além de que o processo iria arrastar-se mais tempo, o custo iria situar-se na ordem dos 25 milhões de euros", avança Cadete de Matos. Contas feitas, uma diferença superior a 20 milhões de euros. "Estamos a falar de uma poupança muito significativa para o País do ponto de vista desta mudança tecnológica."
Até ao momento já foram alteradas 201 antenas, de um total de 243, ou seja faltam 42. Esta semana serão alteradas antenas em Valença, Arcos de Valdevez, Viana do Castelo e Ponte de Lima. Depois, o processo regressa a Lisboa e chega aos Açores e Madeira, estando prevista a sua conclusão para dezembro. O processo de libertação de frequências é fundamental para o lançamento da quinta geração móvel (5G) em Portugal. Em caso de necessitarem de ajuda, os telespectadores afetados devem contactar a linha de apoio 800 102 002.
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