Migração da TDT custa 4 milhões de euros

Anacom fala em “poupança muito significativa”. Previsões iniciais apontavam para 25 milhões.

07 de novembro de 2020 às 09:06
Já foram alteradas 201 antenas de norte a sul do País, mas ainda há 42 em falta. São 243 no total Foto: Direitos Reservados
João Cadete de Matos, presidente da Autoridade Nacional de Comunicações Foto: João Cortesão

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O processo de migração da Televisão Digital Terrestre terá um custo total de cerca de 4 milhões de euros. "O custo final da operação vai ser substancialmente inferior ao custo que a empresa Altice [responsável pela rede] tinha proposto no início do processo", afirma João Cadete de Matos, presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), entidade à qual está entregue o processo. O responsável faz um balanço positivo da migração e garante que se tem mantido a qualidade de serviço da televisão gratuita.

Recorde-se que a Altice (dona da operadora Meo) tinha colocado a hipótese da migração ser feita mantendo em paralelo as emissões das novas frequências e das antigas. "Além de que o processo iria arrastar-se mais tempo, o custo iria situar-se na ordem dos 25 milhões de euros", avança Cadete de Matos. Contas feitas, uma diferença superior a 20 milhões de euros. "Estamos a falar de uma poupança muito significativa para o País do ponto de vista desta mudança tecnológica."

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Até ao momento já foram alteradas 201 antenas, de um total de 243, ou seja faltam 42. Esta semana serão alteradas antenas em Valença, Arcos de Valdevez, Viana do Castelo e Ponte de Lima. Depois, o processo regressa a Lisboa e chega aos Açores e Madeira, estando prevista a sua conclusão para dezembro. O processo de libertação de frequências é fundamental para o lançamento da quinta geração móvel (5G) em Portugal. Em caso de necessitarem de ajuda, os telespectadores afetados devem contactar a linha de apoio 800 102 002.

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