Administração da RTP ainda não tomou posse

Estado, como acionista único da empresa, tem de emitir documento para novos administradores entrarem em funções.

26 de maio de 2018 às 01:30
RTP, televisão Foto: Direitos Reservados
Responsáveis da RTP no Parlamento Foto: Jorge Paula
RTP Foto: David Martins

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Mais de três semanas depois de ter sido conhecido o nome que faltava para fechar a nova administração da RTP esta ainda não tomou posse, já que o governo, enquanto acionista único da empresa pública, ainda não emitiu a deliberação obrigatória para a tomada de posse. Este documento, refira-se, substitui a necessidade de realização de uma assembleia geral.

Recorde-se que o mandato da atual administração terminou no início de fevereiro. Dias antes, a 25 de janeiro, o Conselho Geral Independente (CGI) da RTP convidou Gonçalo Reis, o atual presidente do grupo RTP, a apresentar um Plano Estratégico para o triénio 2018-2020.

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Nessa altura, o CGI decidiu afastar da administração Nuno Artur Silva, por ser "incompatível com a irresolução do conflito de interesses entre a sua posição na empresa e os seus interesses patrimoniais privados, cuja manutenção não é aceitável". Também Cristina Vaz Tomé, que tinha o pelouro financeiro na empresa, não foi reconduzida no cargo.

Apesar disso, os dois ainda continuam em funções, já que Hugo Graça Figueiredo, designado a 8 de fevereiro e que ficará com o pelouro dos conteúdos, e Ana Dias Fonseca, cujo nome foi conhecido a 4 de maio, ainda aguardam pela tomada de posse. Esta, apurou o CM, poderá ter lugar no início de junho. Até ao fecho desta edição não foi possível obter um esclarecimento por parte do Ministério das Finanças, que tem de emitir a mencionada deliberação.

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