Administração da RTP deixa cair Maria Flor Pedroso
Diretora de informação colocou lugar à disposição e Gonçalo Reis aceitou por considerar que “não tinha outra alternativa”.
Maria Flor Pedroso colocou o seu lugar à disposição e a administração da RTP não perdoou. Depois das polémicas e da guerra com a equipa do ‘Sexta às 9’, Flor Pedroso e a sua equipa (os adjuntos Cândida Pinto, António José Teixeira, Helena Garrido e Hugo Gilberto, e os subdiretores Alexandre Brito, Joana Garcia e Rui Romano) foram demitidos.
Esta segunda-feira, Flor Pedroso enviou uma carta ao presidente da empresa pública, Gonçalo Reis, na qual referia que "face à reiterada exposição pública de insinuações, mentiras e calúnias", às quais diz ser "totalmente alheia", e "aos danos reputacionais causados à RTP", estava disponível para deixar o cargo de diretora de informação - considerava "não haver condições para a prossecução de um trabalho sério, respeitado e construtivo", como Flor e a sua equipa dizem ter "tentado realizar ao longo deste ano de mandato".
Ao que o CM apurou, a direção agora demitida colocou a possibilidade da administração não aceitar a saída e, assim, avançar com uma posição reforçada para o plenário de redação marcado para a tarde de segunda-feira. Mas a administração tirou-lhe o tapete: considerou que "não tinha outra alternativa" se não aceitar a demissão.
No entanto, em comunicado, o Conselho de Administração (CA) só deixou elogios a Flor Pedroso - "jornalista de idoneidade e currículo irrepreensível" - e ao trabalho que desenvolveu "de forma dedicada, competente e séria". Questionado pelo CM se, face às acusações feitas pela equipa do ‘Sexta às 9’ à diretora (ver pormenores), ia abrir algum processo contra a jornalista Maria Flor Pedroso, o CA recusou prestar mais esclarecimentos. Mas o CM sabe que não está prevista a abertura de nenhuma ação disciplinar.
A administração promete nomear "em breve" uma nova direção, "à qual continuará a exigir a implementação das melhores práticas".
PORMENORES
Críticas a Flor e Cândida
Reunidos esta segunda-feira à tarde, os jornalistas da RTP lamentaram "a violação dos deveres deontológicos dos jornalistas e de lealdade para com a redação" por parte de Flor Pedroso, e a falta de explicações da adjunta Cândida Pinto. Esta esteve ausente do plenário, assim como Helena Garrido e António José Teixeira.
Guerra durou meses
Tensão entre equipa do ‘Sexta às 9’, de Sandra Felgueiras, e Flor já vinha desde o verão, mas ganhou força com o adiamento do programa para depois das eleições e da denúncia de sabotagem à investigação ao ISCEM.
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