Ameaça de greve faz retomar negociações na Plural
Trabalhadores da produtora de ficção da TVI queixam-se de condições precárias.
A ameaça de uma nova greve, entre os dias 18 e 31 deste mês, levou a administração do grupo Plural Entertainment, detido pela Media Capital, a retomar as negociações com os sindicatos. Se não houver acordo até lá, a paralisação pode mesmo avançar.
Após uma reunião, esta segunda-feira à noite, entre o Sindicato dos Trabalhadores do Espetáculo, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE), a Plural e o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, serão agendados plenários com os trabalhadores, antes de se marcar uma nova reunião onde voltarão a ser discutidas reivindicações como a redução do Período Normal de Trabalho (que atinge as 11 horas), aumento de salários e o fim dos falsos recibos verdes.
Enquanto não é tomada uma decisão, as equipas técnicas da Plural continuam a contar com o apoio incondicional dos atores.
"Todos desejamos ter mais vida para além do trabalho. Por isso nos juntámos à causa", diz ao CM Joaquim Horta, que rejeita a existência de represálias por parte da empresa: "Claro que há receio e há falatório, faz parte deste tipo de lutas, mas não houve represálias."
Já Carla Chambel admite que os protestos deverão alastrar a outras produtoras.
"Sabemos que, com isto, estamos a iniciar um movimento importante. É um passo histórico, que vai obrigar as produtoras a ajustarem-se a uma nova realidade. Mas acredito que está para breve", afirma a atriz que, também ela, nega "repressões".
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