Apenas 400 lares aderiram à Tarifa Social de Internet
Quatro anos depois, oferta do Governo continua a não ter interesse para a grande maioria dos consumidores que a ela têm direito.
Passaram-se quatro anos desde que a Tarifa Social de Internet (TSI) ficou disponível e o número de adesões continua muito abaixo do esperado. Atualmente, os dados da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) apontam para cerca de 400 contas ativas, o que quer dizer que o número de adesões tem vindo a cair - eram 536 em fevereiro do ano passado e 546 em julho de 2023 - entre as cerca de 800 mil famílias elegíveis em todo o País (as mesmas que têm direito às tarifas sociais de água, luz e gás).
Disponibilizada a 21 de fevereiro de 2022, a TSI foi criada para que os consumidores economicamente vulneráveis possam aceder a um conjunto mínimo de serviços de internet a um preço reduzido de 6,15 euros. A TSI inclui, pelo menos, 15 GB de tráfego mensal com uma velocidade mínima de 12 Mbps por segundo de download e 2 Mbps de upload. Segundo a Anacom, as famílias portuguesas consomem, em média, 309 GB de internet fixa por mês, o que torna a capacidade da TSI insuficiente, obrigando à ativação de pacotes de dados adicionais.
A presidente da Anacom já afirmou que o insucesso desta tarifa "tem muito a ver com o lado da procura" e que o seu futuro "é uma incógnita", recordando que não é o regulador que decide sobre isso, mas o Governo. Já a Deco alerta para o facto de assinar um serviço de televisão individualizado e aderir à TSI sair mais caro do que optar pelos pacotes de TV, Net e voz mais baratos do mercado.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt