Grupos de media em guerra com Facebook
Rede social está a ser criticada por juntar notícias e propaganda política na mesma categoria.
Há cerca de um mês, no rescaldo do escândalo da partilha de dados de 87 milhões de utilizadores pela Cambridge Analytica, Mark Zuckerberg anunciou que iria trabalhar com os grupos de comunicação social para criar uma política que distinguisse o jornalismo da propaganda política no Facebook.
Agora, o fundador da rede social está novamente debaixo de fogo por juntar na mesma categoria todo o conteúdo político, seja ele notícias ou publicidade.
Esta semana, a Digital Content Next, American Society of News Editors, European Publishers Council, The Association od Magazine Media, News Media Alliance, Society of Professional Journalists e The World Association of Newspapers ans News Publishers, que representam grupos de media em mais de 120 países, como o The New York Times, a Bloomber, a BBC e a FOX, enviaram uma carta a Zuckerberg em que criticam esta medida e exigem uma mudança.
"Consideramos que este critério representa um novo passo no fomento de uma narrativa falsa e perigosa que confunde a distinção entre reportagens reais nos media profissionais e conteúdos propagandísticos.A divulgação dos nossos produtos, ou de assinaturas para os nossos produtos, não é distinta do nosso jornalismo ou da liberdade de imprensa", lê-se no documento.
O Facebook já disse que está disposto a trabalhar na elaboração de regras que façam a distinção entre jornalismo e propaganda política.
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