Negócio fechado por mais de 450 milhões

Compra da Media Capital passa por investimento no digital e na criação de novos canais.

15 de julho de 2017 às 10:30
Os responsáveis da Altice e da Media Capital. Ao centro, Rosa Cullell (MC), com Michel Combes (Altice) à sua esquerda Foto: Mafalda Santos
Michel Combes e administradores da PT e da Altice explicam negócio da compra da Media Capital Foto: António Pedro Santos/Lusa
Michel Combes e administradores da PT e da Altice explicam negócio da compra da Media Capital Foto: António Pedro Santos/Lusa
Michel Combes e administradores da PT e da Altice explicam negócio da compra da Media Capital Foto: António Pedro Santos/Lusa
Michel Combes e administradores da PT e da Altice explicam negócio da compra da Media Capital Foto: António Pedro Santos/Lusa

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A Altice vai gastar mais de 450 milhões de euros na compra da Media Capital (MC), dona da TVI. Ontem, em conferência, Michel Combes, presidente executivo do grupo francês, disse que, com esta operação, pretende "enriquecer a oferta" da PT Portugal, o que passa por investir no digital, desenvolvendo canais em novas plataformas.

A presidente executiva da MC, Rosa Cullell, manifestou a sua intenção de permanecer na empresa e disse que "as sinergias com a Altice vão ajudar na transformação" da dona da TVI.

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A Altice promete "aumentar os investimentos" em conteúdos portugueses e diz-se disponível para exportá-los para outros países, como França e Estados Unidos, usando a produtora Plural como "núcleo de produção de conteúdos global".

A Altice acordou com a Prisa a compra de 94,6% da MC por 440 milhões de euros e, através da MEO, anunciou uma OPA sobre o capital remanescente, num total de 11,5 milhões de euros. Segundo a Bloomberg, a MC é avaliada entre 300 e 500 milhões, o que significa que o múltiplo do negócio é 11 vezes superior ao Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da dona da TVI em 2016 (41,5 milhões).

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Marcelo Rebelo de Sousa recebeu ontem delegações da Altice, Prisa, Media Capital e Impresa. Aguarda-se agora os pareceres da Autoridade da Concorrência e da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

Na conferência, Combes recusou ainda comentar as críticas de António Costa no Parlamento, relativamente à prestação da empresa durante os incêndios de Pedrógão Grande.

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