Nove em dez famílias pagam para ver TV
Só 11% das famílias portuguesas têm como única forma de ver televisão a oferta da TDT.
O número de famílias que pagam para ver televisão continua a aumentar de trimestre para trimestre. No final de março, cerca de 89% das famílias dispunham do serviço de distribuição de sinais de televisão por subscrição, mais 3 pontos percentuais do que no trimestre homólogo, de acordo com o relatório da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom). Ou seja, são cada vez menos as famílias - nos primeiros três meses deste ano eram apenas 11% - que estão restritas aos canais disponibilizados na oferta da Televisão Digital Terrestre - RTP 1, RTP 2, SIC, TVI, ARTV, RTP 3 e RTP Memória.
Um novo recorde, que mantém a tendência de crescimento gradual do número de assinantes de TV por subscrição, que se acentuou desde o apagão do sinal analógico e implementação da TDT, no início de 2012.
Recorde-se que, até março, existiam em Portugal cerca de 4,1 milhões de assinantes do serviço de TV por subscrição - mais 160 mil (+4,1%) do que no mesmo período do ano passado -, ainda de acordo com o regulador das telecomunicações. Trata-se do maior crescimento anual em termos absolutos verificado desde o ano de 2016.
Em termos de operadores, a NOS continua a liderar, embora tenha ficado pela primeira vez abaixo dos 40%. Encerrou o primeiro trimestre com uma quota de mercado de 39,9%, sendo seguida pela MEO (39,7% - cresceu 0,3 pontos percentuais), a Vodafone (16,5% - aumentou 1 ponto) e a Nowo (3,7% - perdeu 0,3 pontos).
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