ERC paga 2,4 milhões por ano em salários
Em 2017, gastos registaram uma descida de 99 mil euros em comparação com o ano anterior.
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) paga, em média, um salário bruto anual de 38,8 mil euros a cada um dos seus 63 trabalhadores. As contas feitas pelo Correio da Manhã têm por base o relatório e contas do organismo relativo a 2017.
No ano passado, o regulador dos media teve gastos totais de 2,44 milhões de euros com o seu pessoal. Ainda assim, menos quase 99 mil euros quando em comparação com o ano de 2016.
As remunerações-base custaram à ERC 1,76 milhões de euros (menos 3,63% do que no ano anterior). Ou seja, a entidade pagou um salário médio mensal de 2 mil euros (contabilizando os 12 salários e os subsídios de férias e Natal). O regulador desembolsou ainda quase 118 mil euros em suplementos remuneratórios, e 92,5 mil euros em prestações sociais. Há ainda a registar 471 mil euros com outros encargos com pessoal não especificados. Segundo o documento a que o CM teve acesso, não foram entregues prémios de desempenho.
A remuneração dos órgãos sociais é, no entanto, bem superior à média. Sebastião Póvoas, presidente, aufere um salário bruto de 7 793 euros por mês (entre remuneração-base e despesas de representação).
Já o vice-presidente, Mário Mesquita, recebe 5 845 euros/mês. Os vogais Fátima Resende Lima, João Pedro Figueiredo e Francisco Azevedo e Silva ganham 5 465 euros cada um. Contas feitas, o Conselho Regulador da ERC custa cerca de 410 mil euros por ano.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt