Séries da produtora de Artur Silva na RTP
‘País Irmão’ e ‘Excursões Air Lino’ estiveram na Produções Fictícias mas foram parar a outras empresas antes de chegarem à TV pública.
As séries de ficção ‘País Irmão’ e ‘Excursões Air Lino’ (anteriormente ‘Tudo Incluído’), atualmente em exibição na RTP 1, já estiveram sobre a alçada das Produções Fictícias (PF), empresa de Nuno Artur Silva, administrador da RTP com o pelouro dos conteúdos, que desde que assumiu o cargo está proibido de celebrar negócios entre a sua produtora e o grupo público.
A PF apresentou os dois projetos a concurso para financiamento do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) em 2014. No entanto, e apesar de admitidos, os guiões acabaram por não receber financiamento e não avançaram para produção. Dois anos depois foram parar à RTP através de outras produtoras: Stopline e Até ao Fim do Mundo.
O CM questionou Nuno Artur Silva sobre o processo de escolha destes projetos, se teve alguma intervenção no mesmo e se poderá existir neste caso um conflito de interesses, mas a administração da RTP garantiu que a seleção dos conteúdos a exibir é exclusiva da direção de programas e remeteu para esta uma resposta.
"São duas séries que foram apresentadas às consultas de conteúdos que fazemos todos os anos. Têm bons argumentos e, por isso, foram escolhidas", declarou ao CM Daniel Deusdado.
O diretor da RTP1 explicou que a origem das séries está nos guionistas e que "os autores são livres de escolher as produtoras".
O que aconteceu neste caso, disse Daniel Deusdado, é que "sabendo que as PF não trabalham com a RTP, os autores foram ter com outras produtoras do mercado" para avançarem com a série.
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