Tráfego de banda larga fixa atinge novo máximo histórico
Volume de dados que os portugueses consomem na rede fixa registou subida de 16,4% no primeiro trimestre.
O tráfego de banda larga fixa (volume de dados consumido na rede fixa) atingiu um novo máximo histórico em Portugal no primeiro trimestre do ano, registando uma subida de 16,4% face ao mesmo período em 2022. De acordo com a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), o tráfego médio mensal por acesso foi de 270 GB, o que representa um aumento de 12,5% em comparação com os primeiros três meses do ano passado.
O mesmo relatório, ontem divulgado, revela que a taxa de penetração dos clientes residenciais de banda larga fixa foi de 91,7 por 100 famílias, mais 3,2 pontos percentuais (p.p.). Em comparação com o trimestre homólogo, o número de acessos de banda larga fixa aumentou em 152 mil acessos (mais 3,5%), tendo atingido 4,5 milhões.
A fibra ótica (FTTH) foi a principal forma de acesso à Internet em banda larga fixa, atingindo 64,4% do total de acessos, mais 3,4 p.p. do que no primeiro trimestre de 2022. A FTTH foi, também, a responsável pelo crescimento do número de acessos. Nos últimos 12 meses, o número de acessos suportados em fibra ótica aumentou em 246 mil (mais 9,3%).
Os acessos à Internet em banda larga fixa suportados em redes de TV por cabo diminuíram 0,8%, e representavam 26,3% do total. Já os acessos fixos suportados nas redes móveis caíram 5,9% (tinham um peso de 5,5%). Os acessos ADSL mantiveram a tendência decrescente, para 30,6% (representava 3,6% do total de acessos).
Recorde-se que, em julho de 2022, Portugal era o quarto país da União Europeia com maior proporção de acessos com velocidades de download iguais ou superiores a 100 Mbps.
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