World Press Photo: O duro retrato global dos nossos tempos
Foram distinguidos 42 fotógrafos, selecionados entre mais de 57 mil imagens submetidas por profissionais de 141 países.
Foram esta quinta-feira anunciados os vencedores, por regiões, do World Press Photo 2026, considerado o mais prestigiado concurso de fotojornalismo do mundo. Como já é hábito, a edição deste ano volta a revelar um retrato duro, crú e diverso da atualidade, com destaque para os conflitos armados, os incêndios, a crise climática, as migrações e histórias que cruzam, em paralelo, a fragilidade da vida e a resistência humana.
Ao todo, foram distinguidos 42 fotógrafos, selecionados entre mais de 57 mil imagens submetidas por profissionais de 141 países, num conjunto que o júri descreve como um espelho das “questões mais prementes da nossa época” .
Entre os trabalhos premiados, sobressaem as imagens que documentam conflitos internacionais — nomeadamente na Ucrânia, Gaza e Sudão —, evidenciando o impacto devastador da guerra sobre populações civis . Um dos projetos destacados foi o do fotógrafo Abdulmonam Eassa, que retrata a guerra no Sudão, mostrando cidades destruídas, deslocados e o colapso de infraestruturas essenciais .
A crise climática surge também como tema central. Um dos trabalhos premiados recorda os grandes incêndios na Galiza no Verão passado, enquanto outros mostram as consequências ambientais em diferentes regiões do mundo.
Organizado desde 1955, o concurso distingue anualmente as melhores imagens de fotojornalismo, valorizando não apenas o impacto visual, mas também a relevância jornalística e narrativa .
A “Foto do Ano”, principal prémio do concurso, será anunciada a 23 de abril. As imagens vencedoras integrarão uma exposição internacional que percorrerá várias cidades ao longo do ano.
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