page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

A MARTA ESTEVE 'BEM'

“O meu pai disse-me para ter calma, para ser eu, falar com serenidade, porque é isso que conta. No fundo, transmitir uma boa energia e desejou-me muita sorte”, contou Marta Cruz, depois de ter recebido um telefonema do pai, Carlos Cruz, minutos antes de entrar no estúdio do “SIC 10 Horas”, onde se ia estrear na rubrica “Tertúlia Cor-de-Rosa”.

29 de abril de 2003 às 00:00

Apesar de ser o seu primeiro trabalho em televisão a jovem, de 18 anos, estava serena ainda que tenha dormido apenas uma hora. Marta esteve até às 4h30 a estudar as revistas do coração e aproveitou para escolher a roupa para usar no programa.

No domingo, e durante a visita, apesar de não falarem muito sobre a estreia da jovem, o “Senhor Televisão” aproveitou para dar alguns conselhos à filha e, assim que a “Tertúlia” acabou, Carlos Cruz voltou a ligar à Marta para lhe dizer que esteve bem e que se sentia orgulhoso.

SEMPRE CALMA

Marta confessou que esteve sempre calma no directo, ao contrário da noite anterior em que quase não pregou olho. Levantou-se às 6h00 da manhã e foi acordar a mãe, Marluce, que a conduziu até ao estúdio. “Estou triste porque o meu pai não está aqui a assistir ao meu primeiro dia de trabalho. Ele diz que é como se estivesse aqui porque o programa é directo e está a vê-lo na televisão, mas não é a mesma coisa”, adianta. O trabalho de Marta consiste em falar sobre o que sai na Imprensa ‘cor-de-rosa’ e o facto de o drama da sua família ser um dos temas habituais nessas revistas não a preocupa, antes pelo contrário. “Até é bom porque posso defender o meu pai, dizer o que realmente se está a passar sem que ninguém corte ou deturpe as minhas palavras ou ponha na minha boca coisas que eu não disse”, adianta.

Antes de entrar em estúdio, Marta Cruz esteve reunida com Daniel Nascimento, o coordenador da rubrica “Tertúlia Cor-de-Rosa”, e restantes intervenientes no programa, Fátima Lopes, Valéria Carvalho e Raquel Broegas. No fim, Daniel elogiou a estreante mas pediu-lhe para se soltar e falar mais: “Desenrascou-se bem. Esteve calma, se calhar calma de mais. Espero que na quarta-feira fale mais. Ela está a começar bem”.

Marluce era a imagem de uma mãe babada: “Ela saiu-se muito bem. É esta a vida que ela quer seguir. Agora, segue o caminho dela que é mais o do pai, mas sem deixar as passarelas porque está em força no mundo da moda”. E acrescentou: “A Marta, infelizmente e de uma forma muito dolorosa, cresceu bastante nos últimos tempos. Dói-me muito vê-la sofrer desta maneira, mas é a vida”. Apesar de estar feliz com o seu primeiro dia de trabalho em televisão, Marta não pretende deixar a moda. “Enquanto puder vou conciliar. Acho que deixo de fazer passarela quando começar a ter rugas”, disse.

Curiosamente, Marta estreou-se no estúdio que foi do seu pai, o antigo espaço da Carlos Cruz Audiovisuais, na Av. Álvares Cabral, em Lisboa, onde o apresentador gravou “Carlos Cruz – Quarta-Feira” e “Zona Mais”, entre outros.

GOSTEI, MAS O PAI É QUE A VAI CORRIGIR

Manolo Bello, produtor do “SIC 10 Horas” disse ser perfeitamente natural que Marta Cruz estivesse nervosa no seu primeiro dia de trabalho em televisão, mesmo assim achou que ela esteve muito bem. “Teve segurança, naturalmente por se sentiu apoiada por toda a equipa. Eu gostei do que vi mas tenho a certeza é que o pai, esse, é que a vai corrigir no que achar que está mal. O Carlos (Cruz) esteve atento, eu sei porque já falei com ele. Ele é que é o mestre, ele é que é o ‘Senhor Televisão’. O que eu disse à Marta foi que ela podia fazer melhor, porque sempre se pode fazer melhor”. O produtor referiu que a jovem não foi convidada para o programa “para defender o caso Carlos Cruz”. “Ela está aqui como Marta Cruz, uma cara mediática, uma miúda bonita, uma modelo conhecida. O facto de ser amigo da casa facilitou o contacto mas foi convidada porque é uma boa aposta para o programa”. Manolo Bello contou ao CM que em conversa com Carlos Cruz, meia hora antes da filha aparecer no ecrã, “ele desejou boa sorte para o programa. Mas o Carlos telefona-me sempre que acontece qualquer coisa. Por exemplo, quando mudámos o décor, ligou-me a dizer que tinha gostado. Ele continua atento a tudo”. Sobre o caso Carlos Cruz, diz: “Ele agora está na prisão, mas para mim continua a ser a mesma pessoa. Ele está detido mas vai sair porque está inocente”.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Vidas

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8