As bíblicas cidades de Sodoma e Gomorra, castigadas pela ira de Deus de acordo com o Livro do Génesis, existiram de facto ou são apenas elementos de uma parábola? O Canal de História enviou Josh Bernstein ao Médio Oriente para mostrar, na qualidade de apresentador de um documentário televisivo, as dúvidas que assaltam os estudiosos sobre a consistência das provas avançadas por defensores de uma e de outra teoria.
DESCOBRIR AS CIDADES MÍTICAS
Na Jordânia, o conhecido apresentador interroga investigadores sobre as características dos indícios deixados por duas antigas cidades que sofreram uma grande destruição. Os resultados das investigações que têm sido realizadas ao longo de décadas sobre a existência real das míticas cidades, que teriam sido destruídas como castigo dos pecados cometidos pelos seus habitantes, dividem há muito os arqueólogos.
Para alguns, Sodoma e Gomorra não tiveram existência real. Estaríamos, assim, perante uma parábola bíblica, entre as várias que povoam o texto sagrado, opinião esta que é partilhada pelos próprios responsáveis da Igreja Católica. Há, no entanto, arqueólogos que defendem a tese de que as referidas cidades subsistem com outras designações a Sudeste do Mar Morto.
Uma terceira opinião sustenta que os restos daquelas urbes se encontram actualmente no fundo do Mar Morto. Entre os que acreditam na veracidade do relato bíblico, há quem afirme que se registou de facto um cataclismo natural, ao qual foi associado o castigo de pecadores determinado por Deus.
Neste contexto, Josh Bernstein pretende saber se o cataclismo ocorreu de facto nos locais aonde se deslocou e, em caso afirmativo, quando.Ele próprio inspecciona o estranho pilar de sal em que teria sido transformada a mulher de Lot, único habitante de Sodoma que escapou à destruição, juntamente com as suas duas filhas.
RECRIAR UMA EXPLOSÃO DE GÁS
Além disso, o apresentador consulta um especialista em pirotecnia para recriar uma explosão de gás que pode dar explicações sobre um outro cenário destrutivo, também equacionado por alguns estudiosos do tema. Esta hipótese é compatível com a alusão, no Génesis, ao fogo e ao enxofre como causas da destruição.
Por outro lado, com este documentário, o Canal de História procura dar informação aos telespectadores sobre a capacidade das ferramentas da moderna arqueologia em contribuir para a reconstituição dos factos que teriam levado as duas cidades à ruína.
A localização exacta de Sodoma e Gomorra é desconhecida. Alguns arqueólogos admitem a hipótese de se situarem nas actuais cercanias do Mar Morto. No texto bíblico, Sodoma integra um conjunto de cinco cidades conhecido por Pentapolis, designação esta que seria preterida em relação a outra: Cidades da Planície. Para além de Sodoma e Gomorra, o grupo de urbes incluía Admá, Zebolim e Bela, esta última também conhecida por Zoar ou ainda Misar. Há também arqueólogos que afirmam que as cidades foram submersas.
JOSH BERNSTEIN INVESTIGA
Um grande terramoto é uma das possíveis causas da devastação de Sodoma e Gomorra. O apresentador Josh Bernstein inquere sobre este cenário admitido por geólogos, que destacam a existência de uma importante falha no Vale do Jordão, que poderia ter causado a catástrofe.
Um cataclismo natural pode ter motivado o desaparecimento das duas cidades. Na actual região de Babedh-Dhra, do Mar Morto, há depósitos betuminosos e petrolíferos em que foi detectada a presença de gás. Este gás poder-se-á ter libertado na Antiguidade e, na presença de uma chama, pro-vocado uma explosão.
SODOMA E GOMORRA: AS CIDADES DO PECADO
CANAL: História
DIA: 17.01.07 - Quarta-feira
HORA: 16h00 e 22h00
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.