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Cabeçadas e pontapés durante programa no canal da Federação Portuguesa de Futebol

Discussão entre Maniche e Pedro Sousa no programa ‘Futebol Total’, do Canal 11, terminou com troca de insultos e agressões.

17 de março de 2022 às 01:30

A emissão do programa ‘Futebol Total’, do Canal 11, na terça-feira, ficou marcada por uma discussão acesa entre o ex-internacional Maniche e o apresentador Pedro Sousa, que culminou em insultos e agressões no intervalo, apurou o CM.

O desentendimento começou durante a análise à vitória do Benfica frente ao Ajax (1-0), em Amesterdão. Maniche considerou que Meité não esteve à altura de uma equipa como a do Benfica. O comentário não agradou a Pedro Sousa, apresentador do formato e diretor do canal da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que acusou o antigo jogador de estar a "desconsiderar" o médio encarnado. "É a minha opinião, tens de a respeitar como eu respeito a tua", sublinhou Maniche, irritado.

A discussão entre os dois continuou durante o intervalo, que acabou por demorar mais do que estava previsto. Esta quarta-feira à tarde foi divulgada uma gravação áudio em que a também comentadora do Canal 11 Sofia Oliveira descreve o sucedido ao pormenor: Maniche terá mesmo agredido Pedro Sousa com uma cabeçada e vários pontapés, apesar dos esforços dos restantes elementos do painel de comentadores, que também terão sido agredidos, para acalmá-lo. O ex-jogador terá ainda partido copos e danificado o cenário antes de abandonar os estúdios. Não vai voltar a comentar no Canal 11.

Contactados pelo CM, a FPF e Pedro Sousa não fizeram comentários nem confirmaram o episódio de violência. Maniche não atendeu o telefone nem respondeu às mensagens, optando por se defender nas redes sociais. "Não podia agir com passividade perante a atitude Machartista de um pivô, travestido de analisador purista, que atua como ‘lápis azul’, vergonhoso símbolo da censura e da ditadura portuguesa", começou por dizer, criticando a postura de Pedro Sousa: "Manifestou-se, ele próprio, livremente, ao longo de mais de dois anos de emissão, de formas que considerei muitas vezes ofensivas à integridade de jogadores, clubes, dirigentes, dos outros comentadores, de amigos meus e em última análise, ontem [terça-feira], de mim próprio. Em tempos como estes, mais do que nunca, falta de liberdade de expressão, não passará."

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