O programa exibido pela TVI, e produzido pela endemol, conta com uma equipa de 120 pessoas <br />e totalizará uma média de 288 horas de edição.
Produção de um formato como ‘Dança com as Estrelas’, da TVI, pode custar entre 80 e 100 mil euros por emissão. É para a iluminação que vai uma boa fatia do orçamento. Seguem-se os adereços, figurinos e o pagamento aos famosos, cujo valor médio rondará os 500 euros por prestação. Contas feitas, um talent show deste género pode ultrapassar os 800 mil euros. Os concorrentes que chegarem à oitava e última gala, terão arrecadado quatro mil euros no total. Algumas das figuras públicas têm um vínculo ao canal, o que terá influência na negociação do valor a pagar pela sua participação.
A Endemol Portugal, que produz ‘Dança com as Estrelas’, recusa falar em verbas, bem como a concorrência, já que os contratos celebrados entre as produtoras e os canais de televisão são confidenciais.
Ainda assim, sabe-se que, apesar dos ganhos, são sempre bastantes as despesas de uma produtora, já que cabe a estas pagar os royalties (importância cobrada pelo proprietário de uma patente) aos detentores dos grandes formatos internacionais.
‘Dança com as Estrelas’, apresentado por Cristina Ferreira, que este domingo conquistou 1 196 200 telepectadores (segundo dados da GfK), conta ainda com uma equipa de 120 pessoas. Ao trabalho destes técnicos – assistentes de produção, operadores de câmara, editores de vídeo, entre outros – estarão associadas, no final dos oito programas, uma média de 288 horas de edição (ver caixa).
O programa começou com oito celebridades – Marisa Cruz, Isabel Figueira, Vanessa Martins, Sílvia Rizzo, Pedro Guedes, David Carreira, Lourenço Ortigão e Rúben Rua – que contabilizam, cada um, uma média de 16 horas de ensaios durante a semana. Contas feitas, após a saída de Marisa Cruz na primeira gala, os sete que ficaram contabilizaram 112 horas de ensaios (ver caixa). Esta semana, recorde-se, saiu Isabel Figueira. Em concurso estão agora seis celebridades e já se começa mesmo a delinear os favoritos à vitória: a atriz Sílvia Rizzo e o ator Lourenço Ortigão. Com duas galas já emitidas sem quaisquer incidentes, é caso para lembrar que o risco de uma lesão neste tipo de programas está sempre presente, o que obriga a ter um seguro eficaz. Além disso, o formato está ensombrado pelo acidente com o toureiro José Luís Gonçalves, que na primeira edição caiu das escadas, de uma altura de cerca de dois metros, e sofreu um traumatismo craneoencefálico. Para esta segunda edição, a Endemol Portugal admite que "não houve cuidado diferente do da primeira série", mas defende: "Fazemos tudo para garantir a segurança e bem-estar de todos os participantes, dançarinos, convidados, jurados, apresentadora e equipa".
‘Dança com as Estrelas’ é um original norte-americano, inspirado no concurso de talentos ‘Strictly Come Dancing’ da rede britânica BBC. É um dos programas mais vistos nos Estados Unidos e já ganhou um People’s Choice Award.
Custos mais variáveis e superiores terão outros grandes formatos como ‘Factor X’ (primeira edição obteve 1 379 240 telespectadores), exibido pela SIC, ‘The Voice’ (última edição foi vista por 914 140 pessoas) ou ‘Operação Triunfo’ (melhor emissão foi vista por 940 300), ambos emitidos na RTP 1, tendo em conta que "exigem uma parafernália de meios técnicos, além de incluirem castings pelo País", explica à ‘Correio TV’ fonte da produção da Shine Iberia. Sem falar em valores, a mesma fonte da produtora portuguesa que teve a seu cargo o talent show ‘The Voice’, confirma que "depende sempre do projeto, mas grande parte do orçamento vai para os meios técnicos, nos quais se inclui a iluminação". No caso de ‘Dança com as Estrelas’, "certamente que também para os bailarinos e guarda-roupa, e cachets, mas é sempre ingrato e incorreto falar de um produto que não é nosso", justifica.
De lembrar que ‘The Voice Portugal’ – de onde saiu vitorioso Rui Drummond – foi dos formatos que maior mediatismo teve nas redes sociais. A página de Facebook do programa foi seguida por 271 985 pessoas. "Não se podem comparar projetos diretamente. Não falo em valores, pois todos os contratos são de confidencialidade, mas há muitos fatores a ter em conta nos custos de produção de um grande formato", diz Piet-Hein Bakker, antigo diretor-geral da Endemol e da CBV, atualmente a dirigir a SP Entertainment. Ainda assim, o produtor acredita que "provavelmente o produto mais caro exibido em Portugal terá sido o primeiro ‘Big Brother’". Não fala em valores, mas diz que "é superior ao que seria agora, porque a concorrência é maior e as produtoras estão a praticar preços muito mais baixos do que há uns anos".
Mesmo a nível de quantidade de pessoal das equipas de produção, atualmente são bem mais reduzidas. "Mas também hoje o know-how é maior", sublinha ainda Piet-Hein Bakker.
Outro grande formato foi ‘Rising Star’ (média de um milhão de telespectadores), exibido na TVI com apresentação de Pedro Teixeira e Leonor Poeiras. O formato israelita e adaptado pela Endemol Portugal, de onde saiu vitorioso Bruno Correia, teve a particularidade de apostar nas novas tecnologias. A produtora teve de fazer um forte investimento no inovador sistema de votação (através de aplicações móveis) e viu-se obrigada a deslocar os meios para o Pavilhão Municipal de Odivelas, já que nenhum estúdio de televisão estava preparado para receber um cenário daquelas dimensões.
Outra grande produção, desta vez da Fremantle para a SIC, foi ‘Splash’ (média de 1 043 690 telespectadores), um dos programas mais ousados que passaram pela televisão portuguesa, e uma grande produção que envolveu grandes meios técnicos, assim como humanos, pelas suas inusitadas características. O programa foi um dos mais arriscados de sempre para os concorrentes.
"Todos os formatos que envolvem uma dimensão física estão sujeitos a imponderáveis", disse na ocasião Júlia Pinheiro, diretora de Conteúdos da SIC. Quanto ao reality show mais visto em Portugal, a última edição de ‘Big Brother’, TVI, apresentado por Teresa Guilherme, foi visto por uma média de 1 577 170 telespectadores, uma audiência superior há que obteve ‘Casa dos Segredos -Secret Story 4’, vista por 1 224 810 pessoas.
Estes formatos, dizem os especialistas da área, apesar dos custos de produção associados, têm também grandes patrocínios, sendo os valores variáveis e difíceis de calcular.
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