Reservada, a protagonista de ‘Laços de Sangue’ (SIC) diz que todos os dias luta contra a timidez. A maior ambição é ser feliz
Como está a correr o papel de Inês, em ‘Laços de Sangue'?
O melhor possível. As pessoas adoram a novela. E eu estou a adorar fazer a Inês, apesar de ela sofrer muito. Tem sido um desafio grande e com um sabor especial porque é a minha primeira protagonista. Está tudo a correr lindamente e as audiências têm sido uma surpresa. Mas não para nós, que sabíamos o que estávamos a fazer e o que temos investido no projecto.
É pesado ser a protagonista de uma novela?
É. A carga horária é maior, as cenas mais complexas, exigem mais esforço, mais concentração. Por isso é que estou a cem por cento neste projecto. Estou a dar o meu melhor.
É complicado interpretar a boazinha da história?
Um bocadinho. Ao contrário do que as pessoas pensam, fazer a boazinha, a pessoa normal, não é fácil. Mas a Inês foge ao padrão da heroína romântica porque é uma lutadora e também tem os seus momentos de raiva e desejos de vingança. Ao revoltar-se ela assume atitudes que não se adequam à heroína romântica.
Como têm sido as cenas com a Joana Santos, a sua rival no enredo?
Temos feito cenas muito complicadas, com grande tensão.
Esta novela é feita em cooperação com a TV Globo. O que notou de diferente?
No começo dos ensaios contámos com a Laís, directora de actores da Globo. E foi usado um método diferente. A técnica da Laís foi muito útil e produtiva, uma mais-valia para o projecto fluir melhor.
Que metodologia foi usada?
Em vez de trabalharmos o texto em termos de leitura, recorremos mais às emoções através de variadas técnicas...
Em 2008 assinou um contrato de exclusividade de cinco anos com a SIC. Foi um momento difícil atendendo a que começou na TVI?
Foi difícil. Estou muito grata à TVI e às pessoas que acreditaram. Fui sempre bem tratada e tenho as melhores recordações da estação, mas há momentos na vida em que temos de arriscar, tomar decisões. E a proposta era muito aliciante. Tomei a decisão e fiz a escolha certa. Sou feliz na SIC.
Tem alguma cláusula especial que tivesse feito questão de constar no contrato?
Apresentar, em simultâneo com a representação.
Neste momento há imensos actores que vieram da TVI para a SIC. Como viu esta movimentação?
Foi óptimo. É o resultado da concorrência feroz. É bom para todos: TVI, SIC, actores, apresentadores... A concorrência traz qualidade.
Que diferença nota entre a ficção da TVI e a da SIC?
Falando de ‘Laços de Sangue', que tem a parceria da Globo, acho que se notam diferenças a nível do texto. Existe o chamado ‘gancho', que víamos nas novelas brasileiras. É algo que acontece de inesperado no final do episódio e que nos obriga a ver o episódio seguinte. Mesmo nós, que fazemos a novela, ficamos com vontade de saber o que vai acontecer. Isto é uma mais-valia.
Em termos de representação qual é a sua maior ambição?
Costuma dizer-se que o céu é o limite (sorriso). Um dia de cada vez. Sou uma pessoa lutadora, tenho objectivos, mas não sou obcecada, nem extremamente ambiciosa. A minha maior ambição é ser feliz. Quero fazer o que gosto, conseguir melhores papéis, projectos diferentes. Não gosto de fazer projectos a longo prazo. É assim que tenho vivido até agora e tenho sido feliz.
Que recorda dos ‘Morangos', onde se estreou?
Foi uma altura muito divertida da minha vida. Conheci actores e técnicos com quem ainda trabalho. Foram tempos de grande aprendizagem, porque gravávamos de segunda a sábado, doze horas por dia.
No seu trabalho com quem se dá melhor?
Dou-me bem com toda a gente, mas sou reservada. Os meus amigos continuam a ser os de sempre, dos tempos da natação. Depois do trabalho tenho a minha família, a minha casa, os meus amigos, que não fazem parte deste meio. Mas tenho duas ou três pessoas com quem me dou melhor.
Quem são essas pessoas?
A Jessica Athaíde e a Dânia Neto.
É difícil conhecer a Diana Chaves?
É. Sou uma pessoa sociável, mas só me sinto descontraída junto de quem conheço bem e confio.
É difícil dar entrevistas?
Sinto que é uma exposição, mas faz parte do meu trabalho. Sou tímida, reservada, mas todos os dias luto para esconder esta timidez.
Vamos vê-la em mais uma edição do ‘Salve-se Quem Puder', este Verão?
Não sei. Mas gostava muito. Vamos ver. Gostei da experiência, foi um programa muito divertido.
Já recorreu à Justiça por causa de notícias sobre a sua vida pessoal?
Várias vezes. E fui bem sucedida.
Os filhos fazem parte dos seus planos?
É um processo natural...
PERFIL
Diana Chaves, de 29 anos, estreou-se no reality show da TVI ‘1.ª Companhia' (2005). Integrou depois o elenco de ‘Morangos com Açúcar' (2006) no papel de Susana. Seguiram-se ‘Ilha dos Amores', ‘A Outra', ‘Podia Acabar o Mundo' (todas da TVI). Em 2009, na SIC, apresentou ‘Salve-se Quem Puder' com Marco Horácio. É protagonista da novela ‘Laços de Sangue'. Além de manequim, Diana Chaves tem sido o rosto de várias campanhas publicitárias. Foi nadadora de alta competição do Clube Sport Algés e Dafundo. Vive com César Peixoto, jogador do Benfica.
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