O actor Francisco Cuoco, de 73 anos, o ‘Omar Pasquim’ da novela ‘Cobras & Lagartos’ que passa na SIC, sofreu um sequestro-relâmpago no início da noite de anteontem, no Rio de Janeiro, quando ia para o teatro onde apresenta a peça ‘O último Bolero’. Cuoco ficou cerca de 20 minutos em poder dos bandidos, oito homens fortemente armados, que depois de o reconhecerem ameaçaram várias vezes matá-lo.
“A sensação que eu tinha era que ia ser metralhado ali mesmo, de cabeça baixa, sem saber quem atirou nem como ia morrer”, descreveu o famoso actor brasileiro, que se declarou grato pelo privilégio de ter saído com vida da terrível situação, apesar de os bandidos lhe terem levado o carro, cartões de débito e de crédito e tudo o que de valor transportava no momento.
“O importante é que saí com o bem supremo, a vida. Na peça eu digo essa frase, o importante é que eu vivi, e é isso também que eu vou dizer daqui para a frente na vida real. O importante é que eu vivi para poder ver as pessoas, continuar a minha vida pessoal e profissional, ver os meus filhos. Fui privilegiado, fui um homem de muita sorte, mais uma vez”, desabafou Cuoco, que fez de ‘Herculano Quintanilha’ na novela ‘ O Astro’ (1977).
Francisco Cuoco ia para o teatro, na periferia do Rio, no seu Toyota Corolla, conduzido pelo seu motorista, quando o veículo foi interceptado num dos acessos da Avenida Perimetral à Avenida Brasil por oito meliantes, que seguiam numa mota e num carro.
O motorista foi arrancado do veículo e uma produtora que ia com o actor conseguiu fugir na confusão. Cuoco e a outra passageira, a directora do teatro onde ele se apresenta, foram levados pelos bandidos no carro até à favela Barreira do Vasco, na zona norte da cidade.
Enquanto espoliavam o actor de todos os pertences, os marginais, que o obrigaram a ficar de cabeça baixa, ameaçaram várias vezes crivá-lo de balas, parecendo divertir-se com a situação.
Depois fugiram no próprio carro de Cuoco, que teve de andar pelas estreitas e escuras ruas da perigosa favela até chegar a uma via mais movimentada e apanhar um táxi. Mesmo tendo passado por uma situação tão assustadora e desgastante, o actor evidenciou, mais uma vez, o enorme respeito que tem pelo público, indo directo para o teatro, onde apresentou a sua peça. Só no final do espectáculo, já no início da madrugada de ontem, é que foi à esquadra dar detalhes do caso e formalizar a queixa.
Tal como qualquer cidadão desconhecido, os famosos que moram no Rio de Janeiro também são vítimas frequentes dos criminosos que dominam parte da cidade e agem com ousadia e muita violência em qualquer local e horário. Um dos famosos que este ano foi vítima de violência foi o também actor Marcos Palmeira, o qual teve a casa invadida por assaltantes, que o agrediram ao reconhecê-lo. Há dois anos já tinha sofrido outro assalto à mão armada, dessa feita na rua, ficando sem o carro.
O actor português Nuno Melo, que interpretou um taxista na novela ‘Senhora do Destino’, também passou por uma situação dessas, sendo levado por bandidos no ano passado para uma estrada deserta no meio da floresta da Tijuca em plena noite e roubado, tal como a actriz Adriana Lessa, que estava com ele.
Os dois foram deixados no meio da mata. O realizador Wolf Maia, da Globo, ficou refém por mais de uma hora, junto com familiares e amigos, de ladrões que invadiram a sua casa, no Bairro de São Conrado, o mesmo tendo acontecido ao casal William Bonner e Fátima Bernardes, que apresentam o ‘Jornal Nacional’, também da Globo.
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