O atentado terrorista às Torres Gémeas em Nova Iorque, a 11 de Setembro de 2001, marca o arranque da trama de ‘Tempo de Viver’, a novela que a TVI estreia hoje a partir das 21h15 com a promessa de surpreender os telespectadores. Para dar mais realismo à acção, o canal de Queluz apostou em efeitos especiais usados em Hollywood, com criação da empresa portuguesa Íngreme.
“Para os efeitos, recorremos a ‘software’ usado em Hollywood”, revela ao CM o proprietário e director da Íngreme, Ricardo Portela, que aplaude o arrojo da TVI e da produtora NBP.
“É de louvar a coragem dos nossos clientes em avançar com esta ‘novidade’, o início da utilização de efeitos em novelas. É bombástico. São efeitos que completam todo o dramatismo que a própria novela tem”, sublinha Ricardo Portela, cuja empresa que dirige é especializada em animação a três dimensões (3D), efeitos digitais e composição. A Íngreme, há dez anos no mercado, garante Portela, não deixou nada ao acaso.
“Somos muito exigentes e gostámos do que foi feito. O trabalho está bem feito, não nos envergonhamos. E a receptividade também foi boa. Os nossos clientes ficaram satisfeitos”, conta Ricardo Portela, acrescentando: “Não é muito comum utilizar este tipo de efeitos em televisão.”
“Foi um desafio aliciante, que recebemos com muito entusiasmo. Não é todos os dias que se faz um trabalho deste género”, afirma Portela, que trabalhou neste projecto com a sua equipa – supervisionada pelo director do departamento 3D e gráfico da Íngreme, Rui Romano – durante cerca de um mês.
“É uma novela muito ousada, a que as pessoas não vão assistir indiferentes. ‘Tempo de Viver’ vai provocar emoções”, refere o pai da produção, Rui Vilhena.
Na novela, o autor volta a apostar nos mistérios, tal como fez no sucesso ‘Ninguém como Tu’, e também em diálogos e construção de cenas ousados. “Tem uma linguagem com um estilo completamente diferente do que foi feito até hoje”, conclui Rui Vilhena.
Refira-se que para ‘Tempo de Viver’ a estação de José Eduardo Moniz não olhou a meios para atingir o seu fim: o sucesso. Além da aposta em arrojados efeitos especiais e num elenco de luxo, a produção passa também por locais exóticos. O cenário eleito foi a Tailândia, nomeadamente Phuket e a capital, Banguecoque, onde foram feitas filmagens de barco e helicóptero.
RUI VILHENA ABORDA TEMAS INÉDITOS
Rui Vilhena, autor do sucesso ‘Ninguém como Tu’, volta a assinar uma novela para a TVI, abordando temas inéditos na televisão portuguesa, tais como a prostituição no masculino e o ‘swing’. Mas o autor não se fica por aqui, trazendo à acção assuntos mais ‘comuns’, como a bissexualidade, o alcoolismo, as acompanhantes de luxo, as premonições e a vocação religiosa.
A personagem central da trama é ‘Fátima’, interpretada por Alexandra Lencastre, uma empregada de supermercado, mãe extremosa e honesta que acaba na cadeia para livrar a filha, ‘Maria Laurinda’ (Margarida Vila-Nova), a qual está implicada no tráfico de droga. ‘Fátima’ cumprirá cinco anos de prisão. Mãe e filha não podiam ser mais diferentes, ligando-as apenas os laços de sangue.
‘Maria Laurinda’ é uma jovem que não olha a meios para atingir os fins. Odeia o seu nome – apresenta-se, por isso, como ‘Laura’ – e a sua baixa condição social. Tem um único objectivo na vida: casar com o milionário ‘Afonso Martins de Mello’ (Hugo Tavares). Ao longo da história, ‘Fátima’ transformar-se-á numa empresária de sucesso e a filha tentará, de novo, entrar na sua vida.
MARIA JOÃO BASTOS - 'RAQUEL MENDES'
Emigrou para os EUA com o marido, ‘Pedro’ (Manuel Wiborg) e regressa cinco anos após a sua morte, no atentado às Torres Gémeas, para se vingar da família ‘Martins de Mello’, interferindo nos seus negócios.
JOSÉ WALLENSTEIN - 'FAUSTO MARTINS DE MELLO'
É o patriarca da família e o proprietário da maior cadeia de joalharia do País. Leva uma vida dupla, principalmente no que toca à vida sexual. Tem uma amante e é cliente do serviço de acompanhantes de luxo.
DALILA CARMO - 'BÁRBARA GOMES'
É uma mulher frustada, neurótica e conflituosa. Sonha ser actriz e obriga a família a mudar-se para Madrid, onde tenta fazer carreira. Acaba por regressar a Portugal e ao alcoolismo fruto da frustração.
JOÃO RICARDO - 'VICTOR FERNANDES'
É dono de uma editora e tem um carácter insuspeito. Um dos seus dois filhos quer ser padre. ‘Victor’ e a mulher, ‘Clara’ (Gracinda Nave) são adeptos do ‘swing’, isto é, da troca de casais.
YOLANDA - 'BEATRIZ MONTEIRO E CASTRO'
É, aparentemente, a típica ‘socialite’. É uma mulher sofisticada, fina, elegante e cheia de ‘glamour’. Diz que faz promoção de eventos, mas, na realidade, gere um negócio de acompanhantes de luxo.
MARCO DELGADO - 'BRÁULIO FONSECA'
É um homem solitário, meticuloso e maníaco-depressivo, que vive num pequeno palacete cujos quartos aluga. Gostava de ter um filho para dar continuidade ao nome.
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